Principal diplomata dos EUA que foi refém em Teerão morreu aos 96 anos

Bruce Laingen foi um dos 52 norte-americanos feitos reféns durante mais de um ano após o ataque à embaixada dos EUA no Irão.

L. Bruce Laingen, o principal diplomata dos EUA no Irão quando a embaixada norte-americana foi atacada e ali ficou como um dos 52 reféns durante mais de um ano, morreu aos 96 anos, anunciou esta quinta-feira a família.

Segundo a imprensa norte-americana, citando o filho Chip Lainden, o embaixador morreu segunda-feira devido a complicações relacionadas com a doença de Parkinson.

Em 1979, após o derrube do Xá do Irão pelos apoiantes do ayatollah Ruhollah Khomeini, Washington retirou o embaixador em Teerão e enviou Bruce Laingen como encarregado de negócios - que aceitou convencido que a nomeação duraria entre quatro a seis semanas e apesar da oposição da mulher, contou o próprio diplomata em 1992.

Laingen, que já exercera funções naquela embaixada dos EUA em meados dos anos 1950, entrou na carreira diplomática em 1950 e ali serviu até 1987, tendo chegado a embaixador em Malta depois de ter estado também na Alemanha, Paquistão e Afeganistão.

Durante o cativeiro de 444 dias, que marcou a fase final do mandato do presidente Jimmy Carter e terminou no dia da posse do seu sucessor, Ronald Reagan (20 de janeiro de 1981), Bruce Laingen foi "tratado razoavelmente bem" pelo regime de Khomeini, lembrou o seu filho.

Transferido para o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, "foi mentalmente muito desgastante para ele não poder estar" com os restantes norte-americanos, pelo que esse tempo "foi muito duro", adiantou Chip Lainden.

O diplomata nasceu a 06 de agosto de 1922 no Minnesota, tendo servido na Armada durante a II Guerra Mundial. Após a libertação no Irão e do regresso aos EUA, Bruce Laingen exerceu o cargo de vice-presidente da Universidade da Defesa Nacional.

Depois de deixar o Departamento de Estado, foi durante 15 anos presidente da Academia Americana de Diplomacia.

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