Princesa Haya e o marido emir do Dubai têm processo um contra o outro no Reino Unido

Ainda não há certezas sobre o paradeiro da princesa, casada com o xeque Mohammed bin Rashid al-Maktoum.

A sexta esposa do emir do Dubai está desaparecida desde 20 de maio. O paradeiro da princesa Haya ainda é uma incógnita, apesar de a imprensa internacional adiantar que terá fugido para a Alemanha e, depois, refugiou-se em Londres, onde deverá estar agora. De acordo com o The Guardian , o governo britânico alega ter sido pressionado para fazer Haya regressar aos Emirados Árabes Unidos e o casal, que se acredita que estará divorciado, enfrenta um processo um contra o outro no Reino Unido.

Os pedidos de ajuda para reaver a princesa terão sido enviados para o Reino Unido através de canais privados do Dubai. Mas o Ministério das Relações Exteriores considera que se trata de uma disputa privada.

Por outro lado, a embaixada dos Emirados Árabes Unidos (EAU) em Londres negou ter conhecimento de que Haya esteja no Reino Unido. Um porta-voz da embaixada disse que "o governo dos EAU não pretende comentar as alegações sobre a vida privada dos indivíduos". "Quanto a saber se levantou tal problema com os seus colegas alemães ou britânicos, a resposta é não", rematou.

Mas tudo indica que Haya bint Al Hussein terá decidido refugiar-se em Londres, onde já estudou, numa tentativa de garantir asilo. A princesa, filha do falecido rei da Jordânia e meia-irmã do atual monarca, Abdullah, terá fugido com os dois filhos, Jalila, de 11, e Zayed, de 7.

A princesa casou com o xeque Mohammed bin Rashid al-Maktoum em 2004 e juntou-se às suas cinco esposas e mais de 20 filhos. Foi educada em escolas particulares no Reino Unido e estudou filosofia, política e economia na Universidade de Oxford. Em solteira, também viveu na Alemanha, o que também poderá justificar a sua fuga para este país.

É descrita pela imprensa internacional como uma mulher moderna que revolucionou as práticas da realeza árabe. Ao contrário das restantes princesas árabes, sempre se recusou a cobrir o rosto. É dedicada a atividades humanitárias e até fundou a primeira organização não-governamental de assistência humanitária no Médio Oriente, a Tikyet Um Ali.

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