Malaio de 92 anos é o mais velho primeiro-ministro eleito do mundo

O ex-primeiro-ministro Mahathir bin Mohamad regressa ao poder na Malásia, depois da coligação que lidera, Pacto pela Esperança, vencer as eleições

A Comissão Eleitoral da Malásia indicou que o Pacto pela Esperança, a aliança liderada pelo ex-chefe do Governo Mahathir bin Mohamad, de 92 anos, tem garantidos 112 deputados, enquanto a antiga coligação governamental, que integra a FN, conseguiu eleger apenas 76.

Mahathir bin Mohamad anunciou que a aliança opositora já foi contactada por um representante da monarquia para reconhecer sua vitória e que um novo primeiro-ministro será empossado, provavelmente na sexta-feira.

"Sim, sim ainda estou vivo", disse, em conferência de imprensa, Mahathir Mohamad, que se torna assim no primeiro-ministro eleito mais velho do mundo.

Nestas eleições renhidas em que nenhum partido conseguiu a maioria, Mohamad regressa ao poder com uma coligação que derrotou o partido Frente Nacional - que governava há mais de 60 anos -, e do qual fez parte.

O primeiro-ministro malaio, Najib Razak, reconheceu hoje a derrota nas eleições legislativas, realizadas na quarta-feira, afirmando que vai "honrar o princípio da democracia parlamentar".

Numa declaração para as televisões, Najib Razak declarou aceitar "veredito do povo", acrescentando que o seu partido, Frente Nacional, vai "honrar o princípio da democracia parlamentar".

Ao líder de 92 anos é lhe dado crédito pela modernização da Malásia durante seu governo de 22 anos que terminou em 2003, mas, lembraram os analistas, é também conhecido por ter subjugado os tribunais e aprisionado opositores aos regime

Os apoiantes do Pacto pela Esperança tomaram as ruas de Kuala Lumpur para celebrar esta inesperada vitória.

Mahathir Mohamad ocupou a chefia do Governo entre 1981 e 2003 e regressou à política há dois anos, na sequência de um escândalo financeiro, que envolve Najib Razak.

Os Estados Unidos e vários países estão a investigar as acusações de que Najib Razak recebeu em contas bancárias pessoais 700 milhões de dólares de um fundo de investimento público.

O Governo malaio rejeitou estas denúncias e acusou a oposição de usar notícias falsas para ganhar votos, afirmando que as notícias sobre a apropriação indevida de um fundo estatal e as acusações de lavagem de dinheiro são falsas.

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