Presidente iraniano declara o fim do Estado islâmico

A Guarda Revolucionária, a força militar mais poderosa do Irão, tem apoiado o presidente sírio, Bashar al-Assad, e o governo de Bagdade

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, declarou o fim do grupo Estado Islâmico na terça-feira numa declaração transmitida pela TV estatal. Rouhani agradeceu a todas as forças militares e políticas envolvidas "nos esforços para acabar com um grupo" responsável pela "maldade, miséria, destruição e assassinato".

"O Estado Islâmico é um grupo terrorista que foi alimentado e armado pelas principais potências mundiais e alguns países reacionários da região", denunciou o presidente do Irão referindo-se aos Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita.

Na mesma transmissão, o presidente iraniano afirmou que a "erradicação" do Estado islâmico da Síria foi possível graças a uma luta conjunta que contou com a ajuda e participação do Irão. "A maior parte do trabalho foi realizado pelo povo e pelos exércitos da Síria, do Iraque e do Líbano. Nós ajudamos, com base no nosso dever religioso islâmico", sublinhou Rouhani.

Um comandante da Guarda Revolucionária do Irão, o major Qassem Soleimani, também declarou o fim do Estado Islâmico e a derrota do grupo extremista na Síria, numa mensagem enviada ao líder supremo do país que foi publicada na Sepah News, o site de notícias dos Guardas.

Vídeos e fotos de Soleimani, que controla o braço da Guarda responsável pelas operações fora das fronteiras do país, em batalhas contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria são frequentes nos meios de comunicação iranianos nos últimos anos.

Na semana passada, foram publicadas fotos de Soleimani em Albukamal, no leste da Síria, a cidade que Soleimani disse ter sido o último bastião do Estado islâmico na região.

A Guarda Revolucionária, a força militar mais poderosa do Irão, tem apoiado o presidente sírio, Bashar al-Assad, e o governo de Bagdade há vários anos. Mais de mil membros, incluindo comandantes seniores, foram mortos na Síria e no Iraque.