Presidente do PE quer Europol na investigação de atentado contra jornalista

A jornalista Daphne Caruana Galizia, de 53 anos, morreu quando uma bomba explodiu no seu carro

O presidente do Parlamento Europeu (PE), António Tajani, pediu esta segunda-feira a intervenção da Europol no inquérito ao atentado à bomba que matou a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia que se dedicava a investigar casos de corrupção.

"Espero que as autoridades maltesas não se poupem a esforços para saber exatamente o que aconteceu. Todas as pistas têm que ser investigadas. Na minha opinião, a Europol devia também ser envolvida, como parte de uma investigação internacional na qual as forças policiais possam trabalhar em conjunto para levar os responsáveis perante a justiça", disse Tajani, numa intervenção perante a plenária do PE.

"O exemplo de Daphne nunca deve ser esquecido", disse ainda Tajani, anunciando que a sala de imprensa da sede do PE de Estrasburgo passa a chamar-se Daphne Caruana Galizia.

A jornalista de 53 anos - que chegou a denunciar que estava a ser alvo de ameaças de morte - morreu no dia 16, quando uma bomba explodiu no seu carro.

Nas suas investigações denunciou próximos do primeiro-ministro, Joseph Muscat, como estando implicados em esquemas de lavagem de dinheiro e titularidade de contas na zona franca do Panamá.

O Governo de Malta ofereceu uma recompensa de um milhão de euros a quem fornecer informação relevante para a identificação dos autores do atentado.

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