Presidente da Macedónia e oposição ao Governo rejeitam novo nome do país

Primeiro-ministro da ex-república jugoslava chegou a acordo com Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego

O Presidente macedónio, Gjorge Ivanov, e o líder do principal partido da oposição, o conservador VMRO-DPMNE, rejeitaram esta terça-feira o acordo alcançado entre a ex-república jugoslava e a Grécia para denominar o país República da Macedónia do Norte.

Gjorge Ivanov acusou o primeiro-ministro macedónio, Zoran Zaev, de negociar de maneira irresponsável com o seu homólogo grego, Alexis Tsipras, e reiterou a sua recusa a uma revisão da Carta Magna.

"É um tema extremamente importante para os cidadãos da república da Macedónia e não é possível que se resolva por telefone um acordo pessoal entre os dois primeiros-ministros", disse o Presidente da Macedónia.

Ivanov afirmou que o acordo precisa de um amplo consenso nacional, para que "não viole a dignidade dos cidadãos".

Também o principal líder da oposição ao Governo macedónio, Hristijan Mickoski, acusou o primeiro-ministro de "traição" ao "aceitar todas as exigências gregas" e reclamou a convocatória imediata de eleições antecipadas.

Mickoski exigiu que, em caso de referendo sobre o acordo, seja vinculativo e não de caráter consultivo e prometeu que votará contra.

Zoran Zaev e Alexis Tsipras acordaram hoje a designação de República da Macedónia do Norte, pondo fim a um diferendo de 27 anos e que levou a Grécia a vetar o ingresso da Macedónia na NATO e na União Europeia.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.