Polícia sul-africana dispersa clientes com balas de borracha

A polícia sul-africana disparou balas de borracha em direção a centenas de clientes que faziam fila à porta de um supermercado em Joanesburgo, reprimindo quem não cumpre as regras de distanciamento devido ao coronavírus.

A polícia sul-africana disparou balas de borracha em direção a centenas de clientes que faziam fila à porta de um supermercado em Joanesburgo no segundo dia de confinamento nacional.

O presidente Cyril Ramaphosa ordenou um confinamento de 21 dias para os 57 milhões de habitantes do país, mobilizando a polícia e os militares para fazer cumprir as restrições.

Com 1.187 casos confirmados e uma morte, o país tem o maior número de infetados confirmados no continente africano.

Mas no segundo dia do isolamento nacional, o governo estava em dificuldades para levar as pessoas a observar as restrições. Muitos habitantes dos bairros populares aventuravam-se a comprar comida, ficando perto uns dos outros nas filas, enquanto esperavam a vez para entrarem nas mercearias.

Entre 200 e 300 pessoas reuniram-se à porta de um supermercado popular, no início de sábado, em Yeoville, uma área propensa ao crime, na área comercial de Joanesburgo. Com o intuito de garantirem os seus lugares, muitos não observaram a distância segura recomendada entre si.

A polícia chegou em 10 veículos de patrulha e começou a disparar balas de borracha contra os clientes. Assustados, os consumidores pisaram-se e uma mulher com um bebé nas costas caiu ao chão.

Mais tarde, a polícia reprimiu os cidadãos com chicotes para que os compradores observassem as regras de distanciamento social.

Nas regras de confinamento decretadas pelo governo sul-africano, é permitido comprar comida e outros bens básicos, mas a venda de álcool foi proibida. É também proibido fazer exercício físico e passear cães.

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