Polícia prende um dos "reis do narco" do Campo de Gibraltar

Os irmãos Antonio e Francisco Tejón controlam 60% do negócio do narcotráfico daquela zona da Andaluzia e têm uma fortuna de 30 milhões de euros. O mais novo, Antonio, foi detido nesta madrugada

Investigadores estimam que o narcotráfico tenha valido aos irmãos Castaña, Antonio e Francisco Tejón, considerados os "reis do narco" do Campo de Gibraltar, em Cádiz, Espanha, uma fortuna de mais de 30 milhões de euros, acumulada nos últimos anos.

O mais novo dos irmãos Castaña, Antonio Tejón Carrasco, foi detido na madrugada desta quinta-feira em La Línea de la Concepción, na fronteira entre Espanha e o território britânico de Gibraltar, avança o El País. Antonio, que com o irmão controla cerca de 60% do negócio, estava fugido desde 2016 e a polícia andava no seu encalço desde então com uma ordem de captura. "Estávamos à espera de que cometesse um erro", disseram os investigadores da Brigada Greco, de resposta especial para o crime organizado, ao jornal espanhol.

O detido é apontado pelas autoridades como um dos "narcotraficantes mais importantes de haxixe" da zona do Campo de Gibraltar, região andaluza que integra Tarifa, Algeciras e La Línea de la Concepción. Segundo o El País, é daquela baía que sai 70% do haxixe que, vindo de Marrocos, circula depois pela Europa.

Os dois irmãos, que a polícia estima que terão permanecido em La Línea, escondidos e protegidos pelos seus trabalhadores, têm mais de uma dezena de máfias a trabalhar para eles. O seu método operativo e influência têm-lhes, aliás, valido comparações a Pablo Escobar.

A organização liderada por Antonio Tejón e pelo irmão Francisco é também acusada de ter coordenado, no passado mês de fevereiro, a invasão do hospital de La Línea de la Concepción onde se encontrava internado - sob vigilância policial - um outro traficante que acabou por fugir.

Nos últimos meses, a situação relacionada com o tráfico de estupefacientes agravou-se na região de Algeciras registando-se a morte de uma criança, abalroada por uma lancha rápida conduzida por narcotraficantes; a agressão de nove agentes da polícia por membros de grupos ligados ao tráfico de haxixe e cocaína e a invasão do hospital de La Línea de La Concepción.

Em abril de 2017 a polícia prendeu 30 membros do grupo dos irmãos Castaña.

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