Polícia usa gás lacrimogéneo para afastar migrantes

Mais de 7.000 migrantes estão bloqueados na Grécia após as restrições impostas pela Macedónia.

A polícia macedónia disparou hoje gás lacrimogéneo contra um grupo de cerca de 300 sírios e iraquianos que tentavam forçar a barreira entre a Grécia e a Macedónia no posto fronteiriço de Idomeni.

Após terem forçado um cordão policial grego, os migrantes atravessaram a via-férrea e danificaram uma parte da barreira de arame farpado que marca a fronteira com a Macedónia.

Alguns migrantes atiraram pedras contra a barreira e polícias macedónios ripostaram disparando gás lacrimogéneo, segundo um jornalista da agência France Presse.

Os migrantes recuaram e numerosas crianças com problemas respiratórios devido ao gás lacrimogéneo tiveram de ser tratadas.

Segundo a organização não-governamental Médicos do Mundo (MdM), no local, "pelo menos 30 pessoas pediram tratamento, entre as quais numerosas crianças".

A situação é tensa no posto fronteiriço grego de Idomeni, onde mais de 7.000 migrantes estavam hoje bloqueados após as restrições impostas pela Macedónia e países dos Balcãs e da União Europeia quanto ao número de pessoas autorizadas a entrarem nos seus territórios.

Dos 7.000 migrantes, "40 por cento são mulheres e crianças", indicou à AFP Viki Markolefa, dos MdM, sublinhando que o número de pessoas é quatro vezes maior que a capacidade dos dois campos instalados em Idomeni.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.