Polícia conclui que autor da facada a Bolsonaro agiu sozinho

Relatório, ainda parcial, afasta teoria de que Adélio Bispo agiu a mando de alguém. O presidente da República, como vítima, foi informado formalmente em reunião com o ministro da justiça Sergio Moro e três dirigentes policiais.

A polícia federal do Brasil identificou Adélio Bispo de Oliveira como único autor do atentado a Jair Bolsonaro, no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, um mês antes da primeira volta das eleições. Em reunião com o próprio presidente da República e vítima do ataque e o ministro da justiça e da segurança pública Sergio Moro no Palácio do Planalto, dois diretores da polícia e o delegado encarregado do caso disseram que chegaram a essa conclusão mesmo faltando parte do relatório. O encontro verificou-se dias depois do próprio Bolsonaro ter exigido uma clarificação.

Até ao momento, a tese sobre a atuação isolada de Bispo é a que prevalece no segundo inquérito instaurado pela polícia federal. No primeiro, que focou na apuração sobre quem era o autor da facada, as autoridades já haviam concluído que os indícios levantados apontavam para a ausência de incentivadores envolvidos com Bispo.

O relatório não é ainda definitivo, porque, dizem os diretores, falta concluir a análise dos materiais apreendidos com um advogado do autor do ataque.

Bolsonaro foi atacado por Adélio Bispo durante uma ação de campanha, tendo sido socorrido numa unidade hospitalar ainda em Juiz de Fora e depois transferido para São Paulo. A última cirurgia realizada para recompor o intestino do presidente, a parte mais afetada no ataque, foi realizada há três semanas.

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