Polícia britânica volta a partilhar informações com os EUA

Fugas de informação norte-americanas sobre pormenores da investigação ao atentado de Manchester deixaram autoridades britânicas furiosas.

A polícia britânica voltou a partilhar informações com os seus homólogos norte-americanos, após uma suspensão de menos de 24 horas causada pela fuga de informações sobre o atentado de Manchester feita por oficiais dos EUA a jornalistas.

A informação foi confirmada ao The Guardian por Mark Rowley, um dos oficiais de contraterrorismo mais seniores do Reino Unido, que explicou que "receberam novas garantias" por parte dos Estados Unidos de que a situação não iria repetir-se.

A divulgação de dados para a comunicação social norte-americana e a difusão na quarta-feira, pelo diário The New York Times, de imagens do local do ataque, que causou 22 mortos e 64 feridos, incluindo crianças, provocou um grande mal-estar entre as autoridades britânicas.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, terá confrontado o presidente norte-americano, Donald Trump, sobre estas fugas de informação quando se encontrarem na cimeira da NATO, em Bruxelas, na quinta-feira.

Ontem, Trump considerou "altamente problemático" o facto de a imprensa norte-americana ter divulgado informação confidencial sobre o atentado de Manchester antes mesmo de as autoridades britânicas o terem feito. E considerou que essa fuga de informação foi "uma grave ameaça à segurança nacional" e garantiu que a sua administração irá investigar o caso.

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