Pequim em alerta após o registo de três novos casos. Dois mercados foram encerrados

Perante os novos casos, Pequim decidiu adiar o regresso às aulas dos alunos do primeiro ciclo e fechar dois mercados.

Pequim fechou, esta sexta-feira, dois mercados e adiou o regresso às aulas dos alunos do primeiro ciclo, após registar três novos casos de covid-19 e após dois meses sem contágios.

A China, o primeiro país afetado pela pandemia do novo coronavírus, no final de 2019, conseguiu conter consideravelmente os contágios, mas nas últimas semanas foram detetados todos os dias vários casos. A maioria diz respeito a cidadãos chineses que estiveram fora do país.

Há, no entanto, um novo caso de origem desconhecida que foi reportado na capital chinesa na quinta-feira, tendo sido registados mais dois casos esta sexta-feira. Até então, o último caso em Pequim remonta a meados de abril.

As últimas duas pessoas infetadas pelo novo coronavírus são funcionários do Centro de Pesquisa da carne. Um deles visitou recentemente a cidade de Qingdao, de acordo com a informação dada pelos responsáveis da autarquia de Pequim durante uma conferência de imprensa.

Perante o surgimento de novos casos, as autoridades de Pequim ordenaram esta sexta-feira o encerramento total ou parcial de dois mercados da capital, onde dois dos novos infetados tinham estado, segundo os media locais.

As portas do mercado de carne de Xinfadi e o de Jingshen, de frutos do mar, foram fechadas e, segundo os repórteres da AFP, dezenas de polícias foram destacados para estes dois locais na capital chinesa. Os mercados foram isolados e as autoridades vão proceder à recolha de amostras. Os dois espaços vão ser desinfetados.

Além disso, as autoridades decidiram adiar o regresso à escola dos alunos do primeiro ciclo, que estava previsto para segunda-feira, dia 15 de junho. Ainda não há uma nova data para que estes alunos voltem a ter aulas presenciais. Uma decisão que afeta 520 mil crianças, de acordo com a agência estatal Xinhua.

A comissão de educação de Pequim afirmou que os alunos que já tinham regressado à escola continuariam as aulas normalmente, mas com medidas restritivas mais rígidas.

"A tremer de medo. Vou comprar mais máscaras. Espero que isto acabe em breve"

Acredita-se que o novo coronavírus tenha sido transmitido para o ser humano num mercado que vende animais selvagens na cidade chinesa de Wuhan, no final do ano passado.

Em Pequim, segundo dados oficiais, foram registados 597 casos de infeção pelo novo coronavírus - 174 importados -, que causaram 9 mortes.

O anúncio dos novos casos de covid-19 na capital chinesa fez aumentar a preocupação dos habitantes, como alguns demonstraram em mensagens publicadas nas redes sociais.

"Pequim vai ficar fora do controlo! É preciso melhorar rapidamente a prevenção! Pode chegar uma segunda onda", disse um utilizador de Weibo, a rede social chinesa equivalente ao Twitter.

"Moro no distrito de Fengtai (onde residem os novos casos), a tremer de medo. Vou comprar mais máscaras. Espero que isto acabe em breve", escreveu outro utilizador.

Alguns pediram mesmo testes em massa para detetar possíveis casos de covid-19 em Pequim. A China. recorde-se, já realizou campanhas de testes a milhões de habitantes em Wuhan, a cidade onde foram detetados os primeiros casos. Estres rastreios em larga escala detetaram 300 pessoas assintomáticas.

Para proteger a capital, Pequim está a redirecionar os voos internacionais para outras cidades, onde os passageiros são colocados em quarentena e testados antes de serem autorizados a prosseguir viagem.

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