Pentágono mostra imagens da mesquita de Mossul em ruínas

Na explosão desapareceu o famoso minarete inclinado da mesquita, conhecida como a Grande Mesquita de Mossul

O Pentágono mostrou na quarta-feira imagens da emblemática mesquita de Al Nuri, em Mossul, destruída pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) e condenou a explosão de um dos símbolos da cidade iraquiana, com 800 anos de antiguidade.

O grupo Estado Islâmico destruiu a mesquita Al Nuri e o seu icónico minarete, conhecido como al-Hadba, quando combatentes detonaram explosivos dentro das estruturas na noite de quarta-feira, disse o Ministério de Defesa iraquiano.

Fotos distribuídas pelo Pentágono mostram imagens aéreas a preto e branco da destruição da mesquita, onde em 04 de julho de 2014 o líder do grupo Estado Islâmico, Abu Bakr al Bagdadi, fez uma das suas raras aparições perante as câmaras para proclamar o seu "califado", pouco depois de Mossul ter sido invadida, passando a estar sob o controlo do grupo radical.

Na explosão desapareceu o famoso minarete inclinado da mesquita, conhecida como a Grande Mesquita de Mossul. O minarete, com uma inclinação semelhante à da Torre de Pisa em Itália, tinha mais de 840 anos e era um dos cartões postais mais famosos de Mossul.

"Quando as forças de segurança iraquianas se estavam a aproximar da mesquita de Al Nuri, o Estado Islâmico destruiu o que é um dos maiores tesouros de Mossul e do Iraque", disse o chefe das forças terrestres da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, em comunicado.

"Este foi um crime contra o povo de Mossul e do Iraque e é um exemplo dos motivos pelos quais esta brutal organização deve ser aniquilada", afirmou o major-general Joseph Martin, que reconheceu que a batalha pela total libertação de Mossul não foi concluída.

O labiríntico centro antigo de Mossul está a permitir que o Estado Islâmico continue a manter resistência depois de ter perdido a maior parte da cidade e toda a linha de abastecimento possível, apesar de o Pentágono considerar que os combatentes lutaram até à morte.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, escreveu hoje no Twitter que a destruição era o reconhecimento pelos militantes de que eles estavam a perder a luta pela segunda maior cidade do Iraque.

"O bombardeamento pelo Daesh do minarete e da mesquita de al-Nuri é uma declaração formal da sua derrota", disse al-Ababi, usando o acrónimo árabe do grupo Estado Islâmico.

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