Pelo menos três mortos em ataque a esquadra da polícia na Colômbia

As vítimas do ataque são três polícias. O clima de tensão tem vindo a intensificar-se nos últimos dias na Colômbia e autarcas garantem que "tem havido um vandalismo generalizado".

Pelo menos três polícias morreram na sexta-feira e sete ficaram feridos na sequência de um ataque com explosivos contra uma esquadra da polícia no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia.

"Houve um atentado com explosivos contra a esquadra do município de Santander, que infelizmente deixou três mortos e sete feridos", informou o secretário municipal Jaime Asprilla, excluindo qualquer ligação entre o ataque e o atual movimento de protesto contra o Presidente Iván Duque.

Cauca vive uma onda de violência devido à presença de grupos armados ilegais, como dissidentes das ex-Forças Armadas e Revolucionárias da Colômbia (FARC), a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e outros grupos ligados ao tráfico de drogas.

Manifestantes desafiam recolher obrigatório

O clima na Colômbia tem intensificado nos últimos dias. Esta sexta-feira, centenas de pessoas manifestaram-se à noite em frente à casa do Presidente colombiano, Iván Duque, desafiando o recolher obrigatório decretado na capital após dois dias de manifestações em todo o país.

Apesar da proibição de sair à rua a partir das 21:00 de sexta-feira (02:00 em Lisboa), os manifestantes cantaram o hino nacional enquanto batiam em panelas, uma nova forma de protesto na Colômbia, noticiou a agência France-Presse (AFP).

Iván Duque decretou o recolher obrigatório após dois dias de manifestações maciças em todo o país contra as políticas económicas e sociais do seu Governo. "O nosso objetivo é garantir a segurança de todos os bogotanos", escreveu Duque na conta oficial da rede social Twitter.

Uma hora antes, já havia sido decretada a mesma medida em três zonas do sul da cidade colombiana, Bosa, Kennedy e Ciudad Bolívar, onde, segundo o autarca Enrique Peñalosa, se "concentraram os atos de vandalismo" de sexta-feira, com pilhagens, roubos em lojas, danos em 79 autocarros do serviço público e destruição de estações do sistema transportes.

"Infelizmente tem havido um vandalismo generalizado", acrescentou o autarca, que disse haver 4 mil soldados do Exército a apoiar cerca de 20 mil polícias na vigilância e manutenção da ordem.

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