Pelo menos 30 mortos no Iémen, a poucas horas do cessar-fogo

A 18 de abril, no Kuwait, está previsto o início de negociações de paz entre o Governo de Hadi e os rebeldes

Pelo menos 30 pessoas morreram hoje no Iémen, algumas horas antes do cessar-fogo no país, onde se intensificaram os combates em várias zonas, disseram fontes tribais e militares.

Dezenas de pessoas ficaram feridas antes do início, à meia-noite local (22:00 em Lisboa), da trégua acordada entre o Governo do presidente Abd Rabbo Mansour Hadi e o movimento dos rebeldes 'huthis'.

Apesar do cessar-fogo anunciado, os combates intensificaram-se nas províncias de Al-Yuf e Al-Maareb, no norte do país, e em Taiz (sudoeste) e Al-Dalea (sul).

A zona de Al-Mutun, na província de Al-Yuf, foi palco de duros combates, que causaram 10 mortos entre os dois lados beligerantes. No final dos combates, as forças governamentais conseguiram o controlo da região e expulsaram os rebeldes, de acordo com fontes tribais, citadas pela agência noticiosa espanhola EFE.

Fontes militares disseram à EFE que 14 rebeldes 'huthis' e quatro soldados governamentais morreram na cidade de Taiz, onde mais de 20 combatentes dos dois lados ficaram feridos nas batalhas de hoje.

A mesma fonte acrescentou que seis civis ficaram feridos nos bombardeamentos realizados pelos 'huthis' contra bairros residenciais na zona oeste de Taiz.

Na zona de Mris, na província de Al-Dalea, os combates causaram dois mortos nas fileiras governamentais.

Na província petrolífera de Maareb, a aviação da coligação árabe, liderada pela Arábia Saudita, lançou pelo menos 12 ataques contra Saruah, que o Governo está a tentar conquistar aos rebeldes.

O comando militar da coligação árabe anunciou que vai respeitar o cessar-fogo a partir das 23:59 (21:59 em Lisboa) de 10 de abril, mas "reserva-se o direito de responder a qualquer violação" da trégua, de acordo com um comunicado.

A coligação afirmou que esta medida procura demonstrar "apoio ao povo e Governo iemenita para que resultem as negociações, supervisionadas pela ONU [Organização das Nações Unidas], que pretendem acabar com a crise iemenita".

A 18 de abril, no Kuwait, está previsto o início de negociações de paz entre o Governo de Hadi e os rebeldes.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG