Pedro Sánchez lança campanha: "Agora Governo, agora Espanha"

O primeiro-ministro espanhol disse que os socialistas são a "única" garantia de estabilidade nas eleições de 10 de novembro, depois de não ter sido possível chegar a acordo para formar governo.

"Quem quiser um bloqueio tem muito por que escolher, à esquerda e à direita, mas quem quiser um governo sólido, estável e coeso para enfrentar os desafios e ameaças que temos como país, tem o PSOE", lançou o primeiro-ministro e líder dos socialistas espanhóis, Pedro Sánchez, na apresentação da campanha para as legislativas de 10 de novembro: "Agora governo, agora Espanha."

Os eleitores espanhóis vão voltar às urnas depois de os partidos espanhóis não terem chegado a acordo para a formação de governo, fruto das eleições de 28 de abril. Rodeado de toda a direção do partido e de uma dezena de ministros, Sánchez apresentou esta segunda-feira o PSOE como o único partido capaz de "unir a sociedade espanhola após anos de crispação" e de "encontrar a saída do bloqueio".

Um dos desafios e ameaças de que Sánchez falava é do independentismo catalão, sendo esperado para breve a sentença do julgamentos dos líderes independentistas que foram acusados de rebelião, sedição e peculato na organização do referendo de 1 de outubro de 2017 e consequente declaração independentista.

Sánchez disse que o PSOE é a "única garantia frente ao independentismo", lembrando que os socialistas podem falar em nome da Catalunha, porque são "a essência da Catalunha". O líder socialista disse ainda que a região "não quer independência, quer convivência", alegando que as formações independentistas estão há muito tempo a "cometer erros gigantescos".

"Nascem novos partidos e desaparecem outros criados não há muito tempo. Mas continuamos a ser o único partido que incorpora o E de Espanha na sua sigla. Somos a esquerda que nem entrega, nem oculta, nem se envergonha nunca dessa palavra que é Espanha", indicou Sánchez.

As eleições de 10 de novembro vão incluir um novo partido à esquerda, o Más País, cuja candidatura é liderada por Íñigo Errejón, que foi fundador do Podemos mas se desentendeu com Pablo Iglesias.

"Quantos mais partidos concorrerem mais evidente é que só há um que garante um governo estável e progressista. Só há uma opção que pode romper o bloqueio. Só uma. Toda a gente sabe, mas muitos não querem falar disso", referiu.

A última sondagem, feita pela GAD3 e divulgada esta segunda-feira pelo jornal ABC, centra-se sobre número de deputados eleitos e não oferece percentagem de intenções de voto. Em relação à sondagem de antes do fim de semana, o PSOE sobe três deputados para os 124 (o que seria mais um do que o conquistado em abril), o PP mantém-se nos 97 e a Unidas Podemos cai para os 31, um abaixo do Ciudadanos. O Vox, de extrema-direita, mantém os 21 (os mesmos que tem agora no Parlamento), enquanto o Más País mantém os nove.

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