Patrulha de drones vai proteger banhistas dos tubarões

Aparelhos vão recolher imagens em tempo real para localizar os tubarões antes dos ataques

O verão está quase a começar na Austrália, mas os frequentes ataques de tubarões ao longo da costa estão a afastar os banhistas das praias e fazem prever quebras nas receitas do turismo.

Como medida preventiva, e para afastar receios, o governo australiano lançou uma "patrulha" de drones que tem como missão procurar tubarões nas águas, permitindo localizá-los antes dos ataques.

Os primeiros aparelhos não tripulados já começaram a passar em revista as praias a norte de Sydney, onde só este ano já foram registados 13 ataques de tubarões. Um desses ataques resultou na morte de um surfista.

Os drones enviarão imagens em tempo real aos seus operadores, explica o The Times, para que os nadadores-salvadores possam alertar os banhistas para a presença de um tubarão antes que este se aproxime da costa.

A medida faz parte de um programa estimado em 16 milhões de dólares australianos - cerca de 10 milhões de euros - que foi rapidamente desenvolvido como resposta a uma eventual diminuição das receitas turísticas nas cidades australianas junto à costa. "Não existe uma forma fácil de reduzir os riscos para os banhistas e os surfistas", explicou o ministro Niall Blair, do estado australiano de Nova Gales do Sul, garantindo que o governo está a recorrer a tecnologia de ponta para encontrar uma solução a longo prazo que permita manter a segurança das praias.

Além dos drones, vão ser utilizadas ainda redes de proteção "inteligentes", que enviam uma notificação eletrónica sempre que um tubarão fica aprisionado. Será igualmente intensificada a vigilância das praias, aumentando o número de helicópteros dedicados a esta tarefa.

Apesar do número crescente de ataques de tubarões, o estado de Nova Gales do Sul já recusou qualquer medida de abate dos animais. Os especialistas dizem que o aumento da temperatura da água poderá explicar a subida do número de investidas dos tubarões - no ano passado, registaram-se apenas três ataques -, assim como o aumento do número de banhistas nas águas, devido à popularidade dos desportos náuticos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG