Parlamento venezuelano invadido por apoiantes de Maduro

Há pelo menos 12 feridos

O Parlamento venezuelano foi, esta quarta-feira, invadido de forma violenta por um grupo de cerca de 30 pessoas apoiantes de Nicolás Maduro.

O incidente aconteceu no momento em que os deputados do Parlamento, único órgão maioritariamente controlado pela oposição a Maduro, celebravam uma sessão especial relativa ao dia da independência.

O El Mundo avança que há pelo menos 12 feridos, cinco deputados e sete funcionários, e existem imagens de pessoas feridas e a sangrar.

O jornal adianta que o grupo de 30 pessoas já foi retirado do edifício.

Foram ouvidas explosões, de acordo com testemunhas, provavelmente de material pirotécnico, diz a Reuters.

O ataque foi precedido por uma visita do vice-presidente da Venezuela, Tarek El Aissami, que, conjuntamente com vários membros do Governo venezuelano, e apoiantes, entrou no parlamento para realizar um ato no salão Elíptico, onde está a ata da Independência da Venezuela.

"Estamos nas instalações de um poder do Estado, sequestrado pela mesma oligarquia que traiu a Bolívar (Simón)", disse, num discurso em que defendeu a convocatória a uma Assembleia Constituinte feita pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

A visita de El Aissami foi feita sem informação prévia à mesa da Assembleia Nacional, onde a oposição é maioritária.

À saída as portas do parlamento ficaram abertas permitindo a entrada dos "coletivos" [denominação por que são conhecidos os grupos de civis armados afetos ao regime] que lançaram engenhos explosivos e ameaçando sequestrar os deputados.

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