Papa pede aos jovens que não sejam "escravos" dos telemóveis

Francisco admitiu que os aparelhos são "uma grande ajuda" e que é bom que todos o saibam usar, mas pediu aos jovens que se livrem do vício do telemóvel. Lembrou que a vida é mais do que "entrar em contacto", é "comunicar".

"Libertem-se do vício do telemóvel, por favor", pediu o Papa Francisco aos jovens, durante uma audiência com estudantes do liceu Visconti, de Roma, numa homenagem ao padroeiro da juventude, São Luiz de Gonzaga. "Quando tu te tornas escravo do telemóvel, perdes a tua liberdade", acrescentou o líder da Igreja Católica.

O Papa admitiu que os telemóveis são "uma grande ajuda" e "um grande progresso", sendo ótimo que todos o saibam usar. Contudo, avisou para os riscos de os jovens se tornarem "escravos" destes aparelhos.

"O telemóvel é para comunicar, para as comunicações: é tão bom comunicarmos entre nós. Mas tenham cuidado, pois existe o perigo que, quando o telemóvel é uma droga, a comunicação sseja reduzida a simples 'contactos'. Mas a vida não é 'entrar em contacto', é comunicar", disse Francisco.

Já em novembro de 2017 o Papa se tinha queixado do uso dos telemóveis durante as missas, dizendo que ficava "muito triste" por ver os fiéis a usarem os aparelhos nessa ocasião, "incluindo muitos padres e bispos". Francisco lembrou então que, na missa, o padre diz "levantem os vossos corações e não "levantem os vossos telemóveis para tirar uma fotografia" e rematou: "A missa não é um espectáculo".

Meses antes, em março, deixou a sugstão. "O que aconteceria se tratássemos a Bíblia como tratamos o nosso telemóvel?" Admitindo que a comparação era "paradoxal", acrescentou: "Se andássemos sempre com ela, se voltássemos atrás quando a esquecemos, se a abríssemos várias vezes ao dia, se lêssemos as mensagens de Deus que estão na Bíblia, tal como lemos as mensagens do telemóvel?", questionou então Francisco.

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