Papa lamenta "dramático naufrágio" que causou 62 mortos no Mediterrâneo

Francisco exortou a comunidade internacional a agir "com prontidão e determinação" para evitar a repetição de "tais tragédias", de forma a garantir a segurança e dignidade de todos. Naufrágio fez 62 mortos e 110 desaparecidos.

O Papa Francisco lamentou este domingo o "dramático naufrágio" ocorrido na quinta-feira ao largo da Líbia, no mar Mediterrâneo, e que causou pelo menos 62 mortos e 110 desaparecidos.

"Recebi com dor a notícia do dramático naufrágio que aconteceu nos últimos dias, nas águas do Mediterrâneo, no qual perderam a vida dezenas de migrantes, entre eles mulheres e crianças", disse o Papa Francisco, após a recitação da oração do Angelus.

De acordo com a agência Ecclesia, o Papa exortou a comunidade internacional a agir "com prontidão e determinação" para evitar a repetição de "tais tragédias", de forma a garantir a segurança e dignidade de todos.

Cerca de 145 pessoas foram resgatadas após um naufrágio, que envolveu mais do que uma embarcação, ocorrido na quinta-feira no Mediterrâneo central, rota que sai da Argélia, Tunísia ou Líbia em direção à Itália e a Malta. Pelo menos 110 pessoas estão dadas como desaparecidas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Francisco rezou em silêncio, com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, pelas vítimas e suas famílias, desafiando os presentes a uma reflexão: "Pai, porquê?".

Os serviços migratórios líbios indicaram que pelo menos 350 pessoas, incluindo mulheres e crianças, estavam a bordo das embarcações envolvidas no naufrágio de quinta-feira.

Os migrantes são oriundos, entre outros países, da Eritreia, Egito, Sudão e Líbia.

Antes deste naufrágio, a OIM tinha indicado, na semana passada, que pelo menos 426 pessoas tinham morrido desde o início do ano durante a travessia da rota central do Mediterrâneo.

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