Origens do conflito no Sul da Tailândia

Região de maioria malaia e muçulmana foi integrada na Tailândia no final do século XVIII. Violência começou nos anos 60 do século XX.

Qual a origem histórica do separatismo?

A Tailândia conquistou as províncias do antigo sultanato de Patani (Patani, Jala, Menara e parte de Singora) em 1785, iniciando um processo, ainda que mitigado de início, de "tailandização" da região. O que foi mal aceite pelas populações locais, na maioria de origem malaia e praticantes do islão. Há surtos episódicos de violência, mas reivindicações independentistas só surgirão no século XX.

Quando se iniciou o atual conflito?

Na década de 60 e em protesto pela introdução de matéria secular nas escolas religiosas. Neste período são fundadas uma organização de ação política, a Frente Revolucionária Nacional (BRN), que acabará por ter uma ala militar, e uma outra de luta armada, a Organização de Libertação do Patani Unido (PULO).

Quais foram os períodos de maior violência?

Ao longo da década de 70, a PULO realizou uma série de atentados ao mesmo tempo que surgiam outras organizações, a maioria de duração efémera, mas tendo uma delas reivindicado um ataque a uma cerimónia, em 1977, em que estava presente o rei Bhumibol. Morreram cinco pessoas, mas nenhum elemento da família real. Um segundo ciclo de violência sucedeu na década de 90, com uma série de ações bombistas nas províncias reivindicadas pelos separatistas. No final dos anos 90, as autoridades tailandesas realizam uma série de operações militares na região com o objetivo de neutralizar a rebelião. Mas sem grande sucesso.

Qual é o ponto atual do conflito?

Os separatistas, a maioria agora influenciada por ideias islamitas, têm privilegiado na última década os ataques a instalações das forças de segurança e aos seus elementos. Até hoje, todas as tentativas de negociação entre o poder político de Banguecoque e os separatistas não produziram qualquer resultado.