Oposição no Bangladesh rejeita vitória de Sheikh Hasina

A oposição rejeitou os resultados parciais das eleições legislativas de hoje, que deram uma larga vitória à primeira-ministra Sheikh Hasina, e exigiu a realização de novas eleições. Confrontos causam pelo menos 17 mortos.

A primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, é a grande vencedora das eleições parlamentares de hoje, segundo os resultados parciais avançados por um canal de televisão. Até ao momento o partido já conquistou 191 dos 300 assentos no Parlamento, enquanto a oposição só elegeu cinco, segundo a AFP. No entanto a oposição, quer pela voz dos líderes quer nas ruas, não aceita os resultados parciais.

"Apelamos à comissão eleitoral para que anule imediatamente os resultados", declarou o líder da oposição, Kamal Hossain, aos jornalistas. "Exigimos a realização de novas eleições o quanto antes, convocadas por um governo neutro", acrescentou.

À frente do governo há dez anos, Sheikh Hasina, de 71 anos, está prestes a confirmar a entrada no quarto mandato.

A votação, que terminou às 16.00 (10.00 TMG), foi marcada por violentos confrontos entre partidários de formações políticas rivais, com a oposição a denunciar várias fraudes.

Dezassete pessoas morreram em confrontos entre apoiantes da Liga Awami, no poder, e o Partido Nacionalista do Bangladesh (BNP), o principal partido da oposição, segundo o mais recente relatório da polícia.

Sheikh Hasina deve a sua popularidade a um período de forte crescimento económico, por ter mudado a imagem associada ao Bangladesh de nação miserável.

O Bangladesh também acolheu centenas de milhares de rohingyas fugidos da Birmânia.

Contudo, os seus críticos descrevem-na como uma autocrata em potência que prendeu o seu rival Khaleda Zia e reprimiu dissidentes com prisões em massa de ativistas da oposição, desaparecimentos forçados e leis draconianas que restringem a imprensa.

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