Oito pessoas detidas no Irão. O crime? Fotografias sem véu no Instagram

Cerca de 170 pessoas, incluindo modelos, fotógrafos, maquilhadores e designers, foram identificadas na mega operação

Uma enorme operação contra as fotografias consideradas "não islâmicas" levou à detenção de oito pessoas no Irão, assim como à identificação pela polícia de 170 pessoas, escreve a BBC. O Irão, onde o uso do hijab ou de outro lenço que cubra o cabelo é obrigatório desde 1979, tem feito esforços para policiar as redes sociais, onde é mais difícil controlar as fotografias de mulheres que mostram o cabelo.

Das 170 pessoas identificadas esta segunda-feira, 59 eram fotógrafos e maquilhadores, 58 eram modelos, e 51 eram designers ou outros profissionais do mundo da moda. Oito pessoas não identificadas foram mesmo detidas no âmbito da mesma operação, anunciou o tribunal de cibercrimes de Teerão.

Um porta-voz do Centro para a Vigilância e Combate do Cibercrime Organizado, Mostafa Alizadeh, disse, citado pela BBC: "Esterilizar o ciberespaço popular é o nosso objetivo. Fizemo-lo em 2013 com o Facebook, e agora voltamo-nos para o Instagram".

O procurador do tribunal de cibercrimes, Javad Babaei, anunciou numa transmissão televisiva no canal estatal este domingo que cerca de um quinto das publicações no Instagram a partir do Irão provinham de agências de modelos, e que essas agências estavam a "produzir e a espalhar a promiscuidade e uma cultura imoral e não islâmica".

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