"O resultado será vinculativo"

Entrevista a Raül Romeva, conselheiro para os assuntos externos da Generalitat da Catalunha.

Qual a diferença que vê entre o referendo de 1 de outubro e a consulta popular de 9 de novembro de 2014?

Em 2014 foi uma consulta, mas desta vez não se trata de nenhuma espécie de sondagem. Da outra vez a pergunta foi: "Quer que a Catalunha seja um Estado" e "Se sim, quer que este Estado seja independente?". Desta vez a pergunta vai ser: "Quer que a Catalunha seja um Estado independente em forma de República?". O resultado desta vez será vinculativo. O governo está obrigado a implementar o resultado.

E se o governo de Espanha não aceitar o referendo como aconteceu da outra vez e o Tribunal Constitucional declarar a consulta ilegal?

Estou a falar do governo catalão e não do de Espanha. O resultado será vinculativo e o Tribunal Constitucional espanhol não terá influência se sairmos do domínio jurídico de Espanha. Mas, como digo sempre, esta não é uma questão jurídica, é uma questão política.

Tem a certeza de que o sim à independência vai ganhar?

Não sabemos isso. O que queremos é o direito a votar e respeitaremos o resultado. Se ganhar o não vai haver novas eleições [autonómicas].

Albert Rivera, líder do Ciudadanos, falou em eleições antecipadas já...

O Sr. Rivera tem esse registo... Eleições, a haver, só depois. Não se trata de escolher entre referendo e eleições.

Quem votará no referendo? Apenas os catalães?

Um critério é o de residência: todas as pessoas que vivem na Catalunha e já podem votar nas eleições autonómicas podem votar no referendo. O outro critério é o da nacionalidade: todos os catalães que se encontram a viver no estrangeiro.

Como conseguiram o apoio de Pep Guardiola, que domingo vai ler o manifesto em defesa deste referendo?

Guardiola, se bem se lembra, já integrou as listas da Junts pel Sí. Ele sempre apoiou a ideia de que temos o direito a decidir.

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