O que sabemos sobre os ataques no Sri Lanka

Várias explosões ocorreram no Sri Lanka, esta manhã, fazendo centenas de mortos e feridos. Para já, ninguém reclamou a autoria dos ataques coordenados. Eis o que sabemos até ao momento

- O que aconteceu: Pelo menos oito explosões ocorreram esta manhã em vários hotéis e igrejas no Sri Lanka, onde muitos fiéis celebravam o domingo de Páscoa. A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões, em três hotéis de luxo - o Shangri-La Colombo, o Kingsbury Hotel e o Cinnamon Grand Colombo - e uma igreja. Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país.

- Quando: De acordo com fontes policiais, as explosões ocorreram "quase em simultâneo", por volta das 08.45 (03.15 em Portugal). Horas depois das primeiras explosões - já ao início da manhã em Lisboa - registou-se uma sétima explosão num hotel em Dehiwala. E pouco depois deu-se uma oitava explosão no distrito Dematagoda.

- Quantas vítimas mortais: Pelo menos 207 pessoas morreram, das quais pelo menos 35 são estrangeiras e, entre elas, um jovem português. O ministro dos negócios estrangeiros do Sri Lanka confirmou a morte de cinco britânicos, três indianos, dois turcos, outros dois com nacionalidades entre os EUA e o Reino Unido, além da vítima portuguesa. Adianta que há mais 19 feridos estrangeiros e ainda mais de 20 corpos por identificar.

- Quantos feridos: Várias fontes hospitalares, citadas pela agência espanhola EFE, apontam o número de feridos para 469.

- A autoria dos ataques: Para já, ninguém reclamou a autoria dos ataques coordenados, sendo que as autoridades estão empenhadas em prestar atenção especial à eventual difusão de notícias falsas que possam gerar confusão ou atos de represália contra algum grupo étnico ou religioso. No entanto, o ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, disse que se trata de um ataque terrorista, que terá sido protagonizado por extremistas religiosos. Segundo o mesmo, os autores já foram identificados e serão detidos rapidamente.

- As detenções: De acordo com a informação partilhada no Twitter pelo ministro das Reformas Económicas, sete pessoas foram detidas na sequência dos ataques.

- Como ficou o país: O ministério da Defesa anunciou que o recolher obrigatório entra em vigor às 18:00 (hora local - 13:30 em Lisboa), por um período de 12 horas. Entretanto, a presidência revelou que o Governo "decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais para evitar a disseminação de informações incorretas e falsas". Logo após às notícias das explosões, vários dadores de sangue acorreram aos hospitais para ajudar os feridos, deixando os serviços de saúde com filas intermináveis.

- As reações: A primeira-ministra britânica, Theresa May, lamentou as várias explosões no Sri Lanka, classificando estes atos de violência de "verdadeiramente horrendos". Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, manifestou o seu "horror" e "tristeza" pelos ataques, afirmando que a União Europeia está "pronta para apoiar". Já o Papa Francisco expressou a sua "tristeza" perante os ataques mortais, mostrando-se próximo de "todas as vítimas de tal violência cruel". Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou as suas condolências à mulher e família do jovem português morto nas explosões e considera que a tragédia vivida na ilha um ataque "contra a dignidade da pessoa, contra a dignidade religiosa e contra o Estado de direito".

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