O primeiro "assassino em série" de Chipre confessou morte de sete mulheres

Descoberta de um corpo numa mina abandonada levou à detenção de um cipriota-grego de 35 anos.

Um oficial do exército cipriota-grego, de 35 anos, confessou a morte de cinco mulheres e duas crianças, num caso que está a chocar o Chipre, a braços com o seu primeiro "assassino em série".

A maioria das vítimas, que terão desaparecido entre 2016 e 2018, são de origem asiática. O suspeito terá conhecido as mulheres através de sites de encontros, Badoo.

A investigação começou com a descoberta do corpo de Mary Rose Tiburcio, uma filipina de 39 anos, que foi dada como desaparecida a 5 de maio de 2018, junto com a filha Sierra, de 6 anos. O corpo foi encontrado a 14 de abril, numa mina abandonada, por dois estrangeiros que estavam a tirar fotografias.

O pai da menor chegou a ser detido, como suspeito, mas acabaria por ser libertado após a detenção de outros dois homens, ambos oficiais da Guarda Nacional. Um deles, identificado pelos media como Nicos Metaxas, acaba por confessar o crime. As fotos do outro eram usadas sem a sua autorização no site Badoo e ele acabaria por ser libertado.

Entretanto, na busca por Sierra no reservatório de água da antiga mina onde o suspeito diz ter atirado a criança, foi encontrado o corpo de outra mulher. Será Arian Palanas Lozano, de 28 anos, também das Filipinas, que terá desaparecido a 21 de julho de 2018.

Um terceiro corpo foi encontrado no dia 25 de abril, numa carreira de tiro em Orounta, perto da capital Nicósia, depois de as autoridades seguirem as informações do suspeito. As autoridades suspeitam que seja Maricar Valdez Arquila, de 30 anos, que desapareceu em dezembro de 2017.

Metaxas terá também admitido a morte de uma mulher romena e da filha, que se pensa serem Livia Florentina Bunea, de 36 anos, e Elena Natalia, de 8, que desapareceram a 30 de setembro de 2016. O suspeito, que será amanhã presente em tribunal, disse ainda ter morto uma mulher indiana ou nepalesa no versão de 2018.

As autoridades cipriotas pediram a ajuda de peritos britânicos. Isto inclui um médico legista, um psiquiatra e um especialista forense.

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