"O presidente do mundo" volta à Coreia do Sul e poderá liderar em casa

Muitos acreditam que secretário-geral da ONU se vai candidatar à presidência na Coreia do Sul, onde é conhecido como "o presidente do mundo"

O secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon falou pela primeira vez sobre os seus planos após ceder o lugar a António Guterres, em janeiro de 2017, e revelou que pretende voltar para a Coreia do Sul.

"Entendo que muitas pessoas na Coreia esperem naturalmente que eu me coloque à disposição de um melhor futuro para a Coreia", disse Ban Ki-Moon, de 72 anos, numa entrevista à Reuters.

Após desempenhar um papel essencial na comunidade internacional, cresce a expectativa de que Ban Ki-moon assuma também um papel de liderança no seu país, candidatando-se à presidência.

As eleições presidenciais na Coreia do Sul são em dezembro de 2017 e Ban Ki-moon revelou que pretende voltar para o país ainda em janeiro, visto que Guterres toma posse no dia 1 desse mês. O coreano deixa Nova Iorque, onde é a sede das Nações Unidas, após exercer dois mandatos de cinco anos em frente à ONU.

Ban Ki-Moon é o único potencial candidato à presidência da Coreia do Sul que tem reunido constantemente mais de 20% de apoio em sondagens, segundo a Reuters. Caso concorra, o mais provável é juntar-se ao partido conservador da atual presidente Park Geun-hye.

No seu país, Ban Ki-moon é muito admirado e os meios de comunicação locais apelidam-no muitas vezes de "o presidente do mundo". Há vários livros sobre a vida de Ban Ki-moon e tantos outros de auto-ajuda que explicam como falar e agir como o secretário-geral da ONU.

Por enquanto, Ban Ki-moon diz apenas que "todas as opções estão em aberto" e que "ainda é cedo para especular" pois está concentrado no seu atual trabalho.

Quanto à ONU, após 10 anos de mandato, Ban Ki-moon lamenta deixar o cargo de secretário-geral no meio de uma crise na Síria que afeta milhões de pessoas.

"Lamento profundamente que o conflito na Síria não tenha sido resolvido", disse Ban Kim-Moon. "Estou pronto para receber toda a culpa, todas as críticas, mas por vezes, deviam saber, o secretário-geral é culpado pelo que está fora do seu controlo".

O conflito entre as Coreias é outra das grandes preocupações de Ban Ki-moon. "Nunca a tensão foi tão alta na península da Coreia. Isto é fonte de grande apreensão e preocupação".

Até 1 de janeiro, o secretário-geral da ONU promete focar-se apenas nas questões do cargo, no entanto. "É importante para mim acabar o meu trabalho até ao último instante do mandato", disse Ban Ki-moon.

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