"O inferno não existe". Nem a entrevista em que o Papa o disse, aparentemente

Foi ao fundador do jornal italiano La Repubblica que Francisco terá afirmado tal frase. Porém, o Vaticano afirma que o encontro entre os dois não passou de um encontro privado e desmente qualquer citação daí extraída

"O inferno não existe. O que existe é o desaparecimento de almas pecadoras". Terá sido esta uma das respostas mais polémicas dadas pelo Papa Francisco numa entrevista a Eugenio Scalfari, um dos fundador do jornal italiano La Repubblica, que o jornal publica esta quinta-feira.

O problema é que Francisco não sabia que estava a ser entrevistado, uma vez que recebeu o jornalista num encontro privado por ocasião da Páscoa, veio esclarecer depois o Vaticano.

Scalfari, que tem 93 anos, é conhecido por não utilizar gravadores nem tirar apontamentos. Esta já não é a primeira vez que publica entrevistas com o Papa baseadas na memória de conversas entre os dois. Mas desta vez, a edição levantou polémica.

Tanto que o Vaticano se apressou a negar todo o conteúdo das páginas do La Repubblica: "Tudo o que é referido pelo autor no artigo de hoje é fruto da sua reconstrução, em que não surgem citadas as palavras textuais pronunciadas pelo Papa. Nem uma vírgula do referido artigo deve ser considerado como uma fiel transcrição das palavras do Santo Padre", diz a Igreja.

De qualquer forma, esta não é a primeira vez que um Papa nega a existência do Inferno. João Paulo II também declarou ao L'Osservatore Romano, a 4 de Agosto de 1999, que "o inferno está a indicar, mais do que um lugar, a situação em que se vai encontrar quem de maneira livre e definitiva se afasta de Deus, fonte de vida e de alegria".

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