O empresário que financiou o concerto dos Stones em Cuba

Gregory Elias, através da sua Fundação Bon Intenshon, pagou os sete milhões de dólares que foram necessários para levar a banda britânica a Havana, na sexta-feira. O empresário da ilha de Curaçao não é estreante em financiar grandes concertos

Foram os cerca de sete milhões de dólares (seis milhões de euros) que Gregory Elias pagou que permitiram a entrada do dia 25 de março (última sexta-feira) para a história como aquele em que os Rolling Stones atuaram pela primeira vez em Cuba. O valor - avançado pela revista Billboard - terá coberto os custos do concerto que a banda britânica de rock deu na Ciudad Desportiva de Havana, perante mais de 500 mil pessoas. Incluía pagar a 350 pessoas, um Boeing 747 e 61 contentores. Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts nada terão recebido para levar Satisfaction ao país onde o rock fora classificado como "diversionismo ideológico" pela revolução de 1959 liderada por Fidel Castro, irmão do atual presidente Raúl Castro.

Não se pense, todavia, que este empresário de Curaçao, ilha no mar do Caribe que pertencia às antigas Antilhas holandesas, é um estreante no financiamento de grandes concertos. A sua Fundação Bon Intenshon (FBI) financia um campo de futebol para crianças desfavorecidas, um orfanato e um festival de jazz, o Curaçao North Sea, pelo qual passaram Sting, Stevie Wonder ou Alicia Keys.

Gregory Elias, de 62 anos, estudou Direito na Universidade de Vrije, na capital holandesa de Amesterdão. Fundou e dirigiu, entre 1986 e 2002, a Associação Offshore das Antilhas Holandesas. Fez parte do Conselho Especial das Antilhas Holandesas, em matéria de finanças internacionais e impostos. Em 2006, Elias fundou a United Trust, uma consultora financeira que ainda hoje dirige, e que também terá patrocinado diretamente aquele que foi o primeiro concerto de uma banda britânica de rock no país. A United Trust trabalha, entre outros, com gestão de risco, mercados ambientais, fundos e contas pessoais e coletivas.

Pouco mais se sabe sobre o benfeitor cuja recente ação recordou o concerto dos Rolling Stones financiado pelo Deutsche Bank em 2007, e oferecido aos seus mais seletos clientes e parceiros, com custos que se estimam chegar aos quatro milhões de dólares. Elias terá contado com a ajuda do governo de Curaçao para acertar os pormenores do concerto com representantes do governo cubano, conta o Miami Herald. A FBI de Elias poderá esperar algum retorno monetário do concerto dos Stones em Cuba através da venda do DVD do concerto, cuja filmagem foi dirigida por Paul Dugdale - que já trabalhou com os Stones, Adele ou com os One Direction.

Curaçao, ilha de Elias, é um paraíso fiscal. Foi lá e nas Bahamas que em 2015 foram descobertas contas com 4,6 milhões de euros de Oleuguer Pujol, filho de Jordi Pujol, ex-presidente do governo da Catalunha.

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