O dia em que a América disse não a Trump e ao fascismo

Nas próximas décadas, os novos pais Jemma e Niels prometem contar ao filho, agora com três meses, "o dia em que a América disse não a Trump e ao fascismo".

Nas ruas de Nova Iorque, completamente ocupadas por apoiantes do democrata Joe Biden a celebrar a vitória contra o Presidente Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos, Jemma e Niels levavam um bebé de três meses ao peito.

Jemma tem 32 anos e tornou-se mãe em agosto, durante a pandemia de covid-19, com alguns medos e preocupações, e com mais cuidados, com os quais aprendeu a viver.

No sábado, quando foi declarada a vitória de Joe Biden como Presidente para os próximos quatro anos, Jemma saiu à rua com a família para celebrar um resultado que a deixou "muito feliz e aliviada", como disse à agência Lusa.

"Estou super orgulhosa de como Nova Iorque está junta em tudo, como um grande comício. Olhe à volta, toda a gente está a celebrar, mas de uma forma responsável, todos têm máscaras", disse Jemma, que destacou a eleição da primeira mulher e primeira negra para vice-Presidente nos Estados Unidos, Kamala Harris.

O alívio é sentido também pelo marido, Niels, de 36 anos, que caracterizou os quatro anos de Trump, como um "lento declínio do país para o fascismo e a liderança autoritária, a abolição da crença na verdade e o afastamento dos valores principais" dos Estados Unidos.

"Senti que hoje ainda não estamos lá, mas é o primeiro passo para parar esse declínio e reverter esse sentido, é a minha esperança. É um grande alívio", afirmou Niels.

No futuro, Jemma e o marido prometem contar ao filho, Lucas, como foi o dia de sábado e o quanto significou o resultado da eleição presidencial de 2020.

"Não tenho a certeza se ele compreende, ele está com sono", brincou o pai, que levava o bebé de três meses a dormir ao peito.

"As pessoas vão lembrar este dia daqui a dez, 20, 30 anos como o dia em que dissemos não a Donald Trump, não ao fascismo e que talvez marque um regresso ao que éramos antes", declarou Niels.

Ainda assim, o atual Presidente norte-americano, Donald Trump, que não aceitou o resultado das eleições e acusou vários estados de terem cometido fraudes, recebeu mais de 70 milhões de votos e tornou-se o segundo candidato mais votado da história do país, apenas atrás de Joe Biden, que nesta eleição quebrou o recorde.

"Existem muitas pessoas que são crentes nas mensagens de Trump. Eu lamento por essas pessoas, não estou zangado, nem acho que sejam estúpidas, de maneira nenhuma, só acho que estão a ser mal orientadas", concluiu Niels, feliz porque a esmagadora maioria de Nova Iorque vota sempre no Partido Democrata.

Depois de vários dias, necessários para a contagem dos votos numa eleição histórica, Joe Biden foi declarado, no sábado, vencedor das eleições presidenciais, de acordo com projeções dos 'media' norte-americanos.

Segundo as projeções, Biden totaliza 290 "grandes eleitores" do Colégio Eleitoral, derrotando o candidato republicano e atual Presidente Donald Trump.

Joe Biden, de 77 anos, vai novamente ocupar a Casa Branca, depois ter sido vice-Presidente de Barack Obama (2009-2017), enquanto a senadora Kamala Harris, de 56 anos, será a primeira mulher negra eleita para a vice-presidência do país.

A posse de Biden como 46.º Presidente dos Estados Unidos está marcada para 20 de janeiro de 2021. Até lá, Donald Trump mantém intactos todos os poderes.

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