Nova Zelândia: polícia já identificou as 50 vítimas mortais

O país cumprirá dois minutos de silêncio pelas vítimas e irá ainda transmitir na televisão e rádio pública uma oração de apoio à comunidade muçulmana, esta sexta-feira.

A polícia da Nova Zelândia anunciou esta quinta-feira que já identificou todas as 50 vítimas mortais do duplo ataque às mesquitas de Christchurch, na passada sexta-feira.

"Posso informar que, nos últimos minutos, o processo de identificação das 50 vítimas foi concluído e todas as famílias foram notificadas", afirmou o comissário Mike Bush. "Este é um ponto de viragem neste processo", disse.

O anúncio foi feito minutos depois de a primeira-ministra, Jacinda Ardern, ter anunciado a proibição da venda de todas as armas de assalto e semiautomáticas, em resposta ao ataque terrorista.

"A Nova Zelândia vai proibir todas as armas semiautomáticas de estilo militar. Vamos também proibir as armas de assalto", declarou Ardern, acrescentando que a nova legislação vai entrar em vigor já no próximo mês. A primeira-ministra garantiu ainda que vão ser tomadas medidas para evitar uma corrida às armas antes da entrada em vigor da proibição de venda.

Na sexta-feira, uma semana após o ataque, o país cumpre dois minutos de silêncio pelas vítimas e, no mesmo dia, está prevista a transmissão, na rádio e televisão públicas, da chamada à oração, num gesto de apoio à comunidade muçulmana.

"Queremos mostrar o nosso apoio à comunidade muçulmana, no regresso às mesquitas, particularmente esta sexta-feira", afirmou a primeira-ministra, em conferência de imprensa.

Brenton Tarrant, um australiano nacionalista branco de 28 anos, reivindicou a responsabilidade pelos ataques às mesquitas Al Noor e Linwood, na terceira maior cidade da Nova Zelândia.

Além de divulgar um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, Tarrant transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.