Nissan admite que falsificou medições de emissões de gases

A fabricante de automóveis assume "má conduta". Ações da empresa na bolsa de Tóquio caíram quase 5%

A Nissan admitiu esta segunda-feira que falsificou dados sobre as emissões de poluentes dos carros fabricados no Japão. A empresa ressalva, no entanto, que à exceção de um modelo - o GT-R - confirmou que todos os veículos produzidos estão em conformidade com os padrões de segurança e obedecem aos dados do catálogo, ou seja, não há erros na informação sobre economia de combustível que foi transmitida ao público.

Em comunicado, a Nissan diz que houve "má conduta" em dois procedimentos: os testes às emissões dos tubos de escape e à economia de combustível continham um desvio em relação ao que estava previsto; e foram criados relatórios de inspeção com base em medições alteradas.

A marca japonesa não especifica, no entanto, quantos veículos foram afetados, nem durante quanto tempo o método foi usado.

À exceção do modelo GT-R, a Nissan confirmou todos os veículos produzidos respeitam as especificações de catálogo da marca para a economia de combustível.

No documento, a empresa adianta que, desde 2017, tem feito, de forma proativa, verificações rigorosas de várias partes da operação. Mostra arrependimento pelas ilegalidades e adianta ter a decorrer uma investigação para determinar as causas e aplicar medidas.

Entretanto, as ações da empresa na bolsa de Tóquio caíram quase 5%.

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