Netanyahu reivindica vitória nas eleições de Israel

Atual primeiro-ministro, na frente da corrida das eleições realizadas esta segunda-feira, já dá como consumada a vitória

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu está encaminhado para ser reeleito após as eleições desta segunda-feira, de acordo com a sondagem à boca das urnas, que coloca o Likud (direita) à frente da coligação centrista Azul e Branco de Benny Gantz.

As sondagens de três estações televisivas após o fecho das urnas dão ao Likud entre 36 e 37 assentos no parlamento de 120 lugares de Israel, contra os 32 ou 33 do Azul e Branco.

Já assumindo a vitória, Netanyahu agradeceu aos israelitas com uma curta publicação no Twitter: "Obrigado."

Horas depois, voltou ao Twitter para reivindicar a que entende ser "uma grande vitória para Israel".

As estimativas dão ao Likud e aos seus aliados de direita, incluindo partidos ultraconservadores, 60 lugares no parlamento, a um da maioria. O Azul e Branco, juntamente com os seus aliados de centro-esquerda, bem como a Lista Conjunta Árabe, deverão ganhar entre 52 a 54 assentos. O partido nacionalista Yisrael Beiteinu deverá ficar com seis a oito cadeiras e por isso poderá fazer a balança pender a favor da direita, uma vez que o seu líder, Avigdor Lieberman, foi ministro da defesa num anterior governo de Netanyahu.

Em comunicado citado pela AFP, o Likud disse que Netanyahu conversou com todos os líderes dos partidos de direita, que concordaram "em formar um governo nacionalista forte o mais rápido possível".

Israel vive a sua mais longa crise política, os escrutínios de abril e setembro deixaram o Likud (direita) do primeiro-ministro em funções Benjamin Netanyahu e a coligação centrista Azul e Branco de Benny Gantz demasiado próximos e sem conseguirem formar uma coligação governamental.

Desde as últimas legislativas, Netanyahu tornou-se o primeiro chefe de governo em funções a ser acusado e o seu julgamento por suborno, fraude e abuso de confiança em três casos de corrupção inicia-se a 17 de março, mas as últimas sondagens previam mesmo assim uma nova luta cerrada com Gantz.

Israel registou até ao momento 10 casos da doença Covid-19 e foram instaladas assembleias de voto específicas para cerca de 5.600 israelitas que estiveram em contacto com pessoas contaminadas ou viajaram para os países tocados pela epidemia.

O processo de votação foi lento nestes locais devido ao processo de segurança e o horário foi prolongado duas horas até às 19:00 locais (17:00 em Lisboa).

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