Premium Na sucessão a Corbyn, Labour tem de optar entre a esquerda radical ou voltar ao centro

Há cinco candidatos - quatro mulheres e um homem - à liderança do Labour, um partido que procura renascer das cinzas após o desaire eleitoral que deu uma maioria confortável ao conservador Boris Johnson. Há quem defenda um partido mais ao centro e quem aposte na continuidade de uma agenda mais radical de esquerda. A palavra final caberá aos militantes, com o vencedor a ser conhecido apenas a 4 de abril.

Depois de liderar o Partido Trabalhista no seu pior resultado desde 1935, elegendo apenas 202 deputados, Jeremy Corbyn sabia que tinha os seus dias contados à frente do Labour. Na corrida à sucessão, que só ficará decidida em abril, há cinco candidatos, que enfrentam o desafio de reconstruir o partido. Em jogo está a possibilidade de voltar a virar ao centro, mas evitar as comparações com Tony Blair (que apesar das três maiorias não é bem visto pelo papel na guerra do Iraque) ou continuar a apostar nas políticas radicais de esquerda de Corbyn, que junto com a indefinição em relação ao Brexit resultaram na perda de bastiões que o Labour controlava há meio século.

Entre os deputados há um claro candidato favorito à vitória: o ministro-sombra do Brexit, Keir Starmer. Conseguiu o apoio de 88 dos eleitos para Westminster e para o Parlamento Europeu, quando só precisava do voto de 22. A concorrência ficou a uma longa distância: Rebecca Long-Bailey, a "orgulhosa socialista" que é a ministra-sombra das Empresas e será a escolha de Corbyn, obteve apenas 33, mais dois do que Lisa Nandy, ex-ministra-sombra da Energia. Jess Phillips, que nunca ocupou cargos com Corbyn na liderança, e Emily Thornberry, ministra-sombra dos Negócios Estrangeiros, conseguiram 23 cada uma, sendo que esta última esteve em dúvida até ao final e só conseguiu chegar ao mínimo após a desistência de Clive Lewis.

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