Museu África abriu as portas a uma festa ao estilo colonial e correu mal

Brancos vestidos com roupas coloniais e pintados de preto numa festa do Museu África. Este o cenário recente deste museu belga, que não é a primeira vez que é acusado de racista.

Os responsáveis pelo Museu África já pediram desculpa face a uma nova polémica. Desta vez, foi uma festa organizada por uma empresa de eventos, Thé Dansant, com uma temática africana. Os participantes apareceram com roupas ao estilo colonial e o rosto pintado de preto. E logo as redes sociais foram inundadas com acusações de racistas, noticia a imprensa.

"Queridos brancos, quantas vezes é preciso dizer que um rosto negro nunca é apropriado, mesmo numa festa temática africana", escreveu a convidada Patricia Slack no Facebook, ao lado de uma foto de um homem branco com o rosto escurecido.

Esta e outras fotos da festa tornaram-se virais, provocando críticas à empresa organizadora mas também aos responsáveis do museu, questionando-os sobre o motivo porque autorizaram uma festa desta natureza no seu jardim.

O dress code (roupa a usar) da festa era "selva, cor, Wakanda (país fictício na África subsariana das histórias da Marvel), futuro africano".

Em comunicado, citado pela CNN; Thé Dansant lamentou o sucedido. ​​​​​​"Sentimos muito por algumas pessoas terem percebido ade forma neegativa que roupa deviam usar. Como organização, não surgimos ao pé de quem pintou o rosto de preto, além de que essa pessoa não representa todo o evento ".

E insistem que os participantes na festa (domingo, 4 de agosto) estavam orgulhosos e que 50 % eram de origem africana.

Já os responsáveis do museu pediram desculpas por "maltratarem situação", num post do Instagram.

Não é a primeira vez que o Museu África está envolvido em polémica. Reaberto o ano passado, após cinco anos fechado para renovação, ouviu os protestos e um pedido do presidente da República Democrática do Congo (RDC) para a devolução dos objetos que lhes tiraram.

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