Mulher viajou de avião com uma arma de fogo dos EUA até ao Japão

Uma mulher que transportava uma arma de fogo num voo de Atlanta para o Aeroporto Internacional de Narita, a 3 de janeiro, foi enviada de volta para os EUA no mesmo dia em que chegou ao Japão

A Administração de Segurança de Transportes dos Estados Unidos (TSA) divulgou esta segunda-feira que uma passageira do Aeroporto Internacuional de Hartsfield-Jackson de Atlanta passou por um posto de triagem padrão do TSA com uma arma de fogo após os procedimentos padrão não terem sido seguidos.

A mulher voou até ao Aeroporto Internacional de Narita, onde foi impedida de entrar no Japão. O Ministério dos Transportes daquele país diz que não há penalidades para a Delta Air Lines ou a TSA, mas considera responsável a Administração de Segurança dos Transportes dos Estados Unidos e pediu à organização que tome medidas preventivas.

"A TSA apurou que os procedimentos padrão não foram seguidos e que um passageiro pasou um checkpoint padrão da TSA com uma arma de fogo no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson de Atlanta na manhã de 3 de janeiro", afirma em comunicado aquela entidade.

A violação de segurança ocorreu duas semanas após o shutdown do governo dos EUA, durante o qual os agentes da TSA foram obrigados a trabalhar mas não receberam pagamento. A CNN noticiou que pela primeira vez, a 4 de janeiro, centenas de agentes daquela entidade de segurança de pelo menos quatro aeroportos principais ficaram doentes. No entanto, a TSA rejeitou as acusações que a paralisação do governo tenha contribuído para o lapso na segurança.. A TSA afirmou que responsabilizará quem falhou "apropriadamente".

Cerca de 51 mil agentes da TSA estão entre os 800 mil funcionários do governo que trabalham sem remuneração e sem folgadurante o "shutdown".

O Sindicato dos Controladores de Tráfego Aéreo, o Sindicato dos Inspetores de Segurança da Aviação e vários outros grupos e especialistas em viagens aéreas fizeram declarações condenando as várias conseqüências da paralisação, mas a TSA e especialistas em aviação mantêm que voar ainda é seguro.
"Os padrões de segurança não serão e não foram comprometidos", disse Michael Bilello, administrador assistente de assuntos públicos da TSA, no Twitter.

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