Mulher de 74 anos é a segunda vítima mortal de surto de listeriose em Espanha

Uma mulher de 74 anos infetada com a bactéria 'Listeria monocytogenes' morreu esta terça-feira num hospital de Sevilha, tornando-se na segunda vítima mortal da infeção.

Segundo um comunicado das autoridades de saúde de Andaluzia, citado pela agência EFE, a septuagenária estava hospitalizada, apresentava patologias várias e incluía-se na população de risco. Em investigação continua o caso de um homem com uma enfermidade terminal (cancro do pâncreas), que morreu na semana passada, após lhe ter sido diagnosticada listeriose, aguardando-se o resultado de análises moleculares para determinar a causa exata da morte.

A primeira vítima mortal da infeção com Listeria foi uma mulher de 90 anos que entrou no hospital em 15 de agosto depois de o estado de saúde se ter deteriorado após comer carne infetada. Morreu cinco dias depois.

Na segunda-feira foram confirmados mais três novos casos de listeriose, todos em Sevilha.

O número de pacientes infetados com 'Listeria monocytogenes' que ingressaram nos hospitais andaluzes reduziu-se em 20% nas últimas 24 horas, já que passou de 108 para 86, sem contar com esta última morte, o que é encarado como uma "inflexão" no surto de listeriose.

O número de pessoas confirmadas com esta infeção desde o início do alerta, em 15 de agosto, ascende a 196, a maioria em Sevilha, com 161 casos.

Em 25 de agosto, a Ordem dos Veterinários de Sevilha indicou que o surto de listeriose foi causado por um rolo de carne comercializado pela empresa Magrudis, relacionada com uma falha interna da empresa, "muito provavelmente, falta de higiene no processo de fabricação do produto".

O governo da Andaluzia ordenou a imediata paralisação da atividade da empresa.

A Direção Geral de Alimentação e Veterinária esclareceu que a carne contaminada com a bactéria 'Listeria monocytogenes' da marca "La Mechá" e os produtos com origem na Magrudis, não são comercializados em Portugal.

Em Portugal, a listeriose é uma doença de notificação obrigatória desde 2014, através do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE).

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