Mulher autoriza hospital a desligar as máquinas de desconhecido a pensar que era o irmão

Os dois homens tinham o mesmo nome, mas o irmão de Shirell Powell estava preso e não em morte cerebral. A troca de identidades foi feita no Hospital de St. Barnabas, em Brooklyn, que agora terá que responder em tribunal.

"Quase desmaiei porque matei alguém que nem sequer conhecia. Eu dei o meu consentimento", contou a nova-iorquina Shirell Powell, de 48 anos, ao The New York Post. O jornal revelou como ela deu autorização aos médicos do Hospital de St. Barnabas para desligarem as máquinas que mantinham vivo Freddy Williams. Mas este Freddy Williams não era o seu irmão - que descobriu depois que estava preso.

Powell pôs o hospital em tribunal, alegando que os médicos a levaram a desligar as máquinas de um desconhecido, assim como a acreditar que o irmão estava morto, causando "danos emocionais graves", segundo a queixa que deu entrada a 17 de janeiro. A verdade só foi descoberta após a autópsia. O hospital disse ao jornal que acredita que "não há mérito para esta queixa".

A história remonta a 15 de julho, quando Freddy Clarence Williams, de 40 anos, deu entrada no hospital inconsciente, por causa de uma aparente overdose. Tinha com ele a identificação, mas o hospital admitiu-o como se fosse Freddy Williams, que também tem 40 anos mas não tem nome do meio, e que já tinha sido tratado no hospital. Este Freddy é o irmão de Powell.

Os médicos telefonaram então a Shirell para lhe dizer que o irmão tinha dado entrada no hospital e estava num estado muito grave. Ela apressou-se a ir para o hospital.

"Ele tinha tubos na boca, um colar cervical. Estava um bocadinho inchado... mas parecia-se muito com o meu irmão", acrescentou. Depois de dois dias de testes, o hospital disse-lhe que o "irmão" estava em morte cerebral.

Powell chamou então alguns familiares que vivem no Sul dos EUA, para que pudessem ir despedir-se. A irmã chegou a questionar se era o irmão, alegando que parecia muito maior do que ele, mas depois também se convenceu, por causa das semelhanças.

A 29 de julho, Powell autorizou o hospital a desligar as máquinas que o mantinham vivo. "Foi devastador. Estava a chorar", explicou. Para toda a família: Freddy Williams tem duas filhas, de 17 e 18 anos.

Só depois da autópsia é que se descobriu que Freddy Williams não era Freddy Clarence Williams. Foi a funerária que lhe revelou a verdade. O irmão de Powell estava preso desde 1 de julho por causa de uma agressão.

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