Morreu o rabino Henry Sobel, ativista contra a ditadura militar brasileira

Nasceu em Lisboa quando a família fugia do nazismo durante da II Guerra Mundial. Viveu 30 anos no Brasil, onde combateu o regime militar ditatorial.

O rabino Henry Sobel, um ativista dos direitos humanos no Brasil durante a ditadura militar, morreu esta sexta-feria num hospital em Miami, nos Estados Unidos, vítima de cancro do pulmão, anunciou a família.

Filho de mãe belga e pai polaco, Henry Sobel nasceu em Lisboa quando a família fugia do nazismo durante a II Guerra Mundial, tendo chegado ao Brasil na década de 1970, onde permaneceu durante 30 anos, mudando-se depois para os Estados Unidos, onde se tornou rabino em Nova Iorque.

O rabino foi crítico do regime militar brasileiro e ficou conhecido em 1975, depois da morte do jornalista Vladimir Herzog na prisão. Segundo recorda a agência de notícias Associated Press (AP), as autoridades acusaram falsamente Herzog de ter cometido suicídio, mas Sobel decidiu enterrar o corpo no meio de um cemitério judeu, em vez de num dos cantos, como acontece frequentemente a judeus que decidem pôr termo à vida.

Vários líderes brasileiros, da esquerda, centro e direita política, enviaram condolências à família de Henry Sobel, refere a AP.

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