Nova acusação contra ex-presidente da Nissan

A nova acusação soma-se a outras três. As autoridades japonesas suspeitam que Ghosn cometeu um crime de abuso de confiança agravado contra a Nissan.

O Ministério Público de Tóquio apresentou esta segunda-feira uma nova acusação contra o ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn pelo suposto desvio de fundos do fabricante japonês, para uso pessoal, por intermédio de uma empresa sediada em Omã.

A nova acusação, que se soma a outras três, foi apresentada no mesmo dia em que termina o prazo de prisão preventiva fixada pela justiça japonesa após sua última detenção, a 4 de abril.

As autoridades japonesas suspeitam que Ghosn cometeu um crime de abuso de confiança agravado contra a Nissan, desviando parte de uma transferência da empresa para um distribuidor de Omã, para seu uso pessoal, causando perdas de cerca de 4,4 milhões de euros ao fabricante nipónico.

No início de abril, Ghosn acusou os executivos da empresa japonesa de conluio contra ele "por medo que a empresa perdesse autonomia" durante o processo de integração com a fabricante francesa Renault, que detém 43% da Nissan.

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