Milionário gasta 30 milhões nas eleições nos EUA. Objetivo é afastar Trump

Em novembro os norte-americanos elegem a totalidade da Câmara dos Representantes e renovam 34 lugares no Senado. Tom Steyer quer tirar o controlo aos republicanos em ambas as câmaras.

O democrata Tom Steyer, que já gastou milhões de dólares em anúncios nos EUA a pedir a destituição do presidente Donald Trump, vai gastar 30 milhões de dólares este ano para tentar que os membros do seu partido sejam eleitos para a Câmara dos Representantes, numa tentativa de tirar o seu controlo aos republicanos.

O anúncio foi feito pelo próprio Steyer, que não será candidato mas continuará a apostar na sua campanha nacional pelo impeachment de Trump. Os candidatos que Steyer apoia não serão obrigados a defender essa destituição.

A minha luta é para tirar Trump do cargo e tirar Trump do poder

A Câmara dos Representantes é a responsável pela abertura de um processo formal contra Trump, naquele que seria um primeiro passo para o seu impeachment. Cabe depois ao Senado julgar o caso.

Os 30 milhões de dólares serão usados para mobilizar os jovens eleitores em dez estados chave: Florida, Virginia, Wisconsin, Michigan, Nevada, Califórnia, Pensilvânia, Iowa, New Hampshire e Arizona.

Os norte-americanos vão a votos em novembro para renovar 34 lugares no Senado e todos os 435 da Câmara dos Representantes. Os democratas esperam capitalizar as vitórias do ano passado no Alabama e Virginia para ganhar estar eleições e passar a controlar o Congresso.

"A tarefa que sinto que sou chamado a empreender é a de organizar e mobilizar os eleitores americanos. Eles têm a força mais poderosa na política americana", afirmou Steyer numa conferência de imprensa em Washington, na segunda-feira.

Steyer sabe que para alguns democratas falar de impeachment é uma distração, mas diz sentir que é importante continuar focado na ideia de afastar Trump. "Sabemos que isto deixa alguns dos nossos amigos e aliados nesta cidade desconfortáveis", afirmou Steyer. "Acreditamos que esta é uma falsa escolha. A verdade é que os dois estão interligados", acrescentou.

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