Milhares sem máscara nem distanciamento protestam em Madrid contra medidas anticovid

Os manifestantes ergueram cartazes com slogans que incluíam "O vírus não existe", "Máscaras matam" e "Não temos medo".

Cantando "liberdade", milhares de pessoas reuniram-se neste domingo em Madrid para protestar contra o uso obrigatório de máscaras e outras restrições impostas pelo governo espanhol para conter a pandemia do coronavírus.

Uma multidão de pessoas a bater palmas e a gritar reuniu-se sob uma enorme bandeira espanhola amarela e vermelha que está na Plaza Colón, no centro da cidade, na resposta a um evento criado nas redes sociais.

Os manifestantes ergueram cartazes com slogans que incluíam "O vírus não existe", "Máscaras matam" e "Não temos medo".

A manifestação atraiu uma variedade de participantes, incluindo teóricos da conspiração, libertários e oponentes da vacinação.

Pilar Martín, uma dona de casa de 58 anos de ​​​​​​​Saragoça, disse que foi a Madrid para os protestos porque acredita que os governos de todo o mundo estão a exagerar no número de infeções para limitar a liberdade das pessoas.

"Eles estão a forçar-nos a usar uma máscara e querem que fiquemos em casa praticamente trancados. É óbvio que estão continuamente a enganar-nos com conversas sobre surtos. É tudo mentira", disse à AFP.

Vários participantes citaram um documentário habilmente editado denominado "Plandemic", que foi removido de várias plataformas de redes sociais, incluindo YouTube e Facebook, porque foi descoberto que tinha alegações falsas, como a de que usar máscaras pode causar danos ou que as vacinas "mataram milhões".

Muitos manifestantes não usaram máscara, embora seja obrigatório por lei em toda a Espanha, que viu um aumento de novas infeções desde que suspendeu as medidas de confinamento, que vigoraram durante três meses, a 21 de junho.

O uso de máscaras foi inicialmente imposto no início de maio como uma exigência para quem usa o transporte público, e mais tarde foi expandido, num país onde o vírus matou quase 29 mil pessoas.

O protesto ocorre dois dias depois de o governo anunciar novas restrições para conter a disseminação do vírus, incluindo o fecho de discotecas e a proibição de fumar em áreas públicas quando não for possível manter pelo menos dois metros de distância para outras pessoas.

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