Microsoft interrompe negociações com TikTok depois de declarações de Trump

O presidente norte-americano anunciou no sábado que tenciona proibir o Tik Tok nos EUA, justificando a decisão com a possibilidade de o governo chinês ter acesso aos dados pessoais dos utilizadores.

A Microsoft interrompeu as negociações com a Bytedance para a compra da popular rede social chinesa TikTok, depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que pretende proibi-la, noticiou este domingo o Wall Street Journal.

Desconhece-se em que ponto é que estavam as negociações mas, segundo o diário, que atribui a informação a fontes ligadas ao processo, a interrupção não significa que a tecnológica tenha posto um ponto final às conversações.

No sábado, a TikTok alertou o Presidente dos Estados Unidos de que não tem planos de "ir a lado algum", depois de Donald Trump ter anunciado os seus planos de proibir a rede social no país. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira que vai proibir a rede social chinesa TikTok no país, por razões de segurança nacional.

A TikTok, com sede em Nova Iorque, fez um vídeo que foi colocado na sua página do Twitter no sábado pela diretora-geral para os Estados Unidos, Vanessa Pappas, onde agradece aos milhões de norte-americanos que utilizam esta aplicação diariamente.

"Não planeamos ir a lado algum", afirmou Vanessa Pappas no vídeo, numa resposta poucas horas depois de Donald Trump anunciar a intenção de proibir a TikTok, assegurando que pode fazê-lo mediante ordem executiva.

Pappas disse aos norte-americanos, na sua mensagem, que a empresa está orgulhosa dos 1500 trabalhadores que tem no país e que pretende criar outros 10 mil empregos durante os próximos três anos.

O The Wall Street Journal refere que como parte das negociações com a Microsoft, o fundador da Bytedance, Xhang Yiming, também acordou vender a sua posição na Tiktok.

Antes dos comentários de Trump, estaria a ser negociado que Zhang tivesse uma participação minoritária. No início deste mês, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, já sugerira que o Washington estava a pensar restringir o acesso à TikTok em solo norte-americano, dada a possibilidade de Pequim estar a usar a rede social como um meio de monitorização e distribuição de propaganda.

A TikTok é uma rede social desenvolvida pela ByteDance, com sede em Pequim, na qual vídeos curtos são partilhados, com grande sucesso entre o público adolescente, mas, ao mesmo tempo, levanta grandes dúvidas quanto à segurança dos dados de utilizadores e vínculos com o Partido Comunista Chinês.

O The New York Times tinha avançado, na semana passada, que a Microsoft estava a negociar a compra da app chinesa TikTok, avaliada em cerca de 100 mil milhões de dólares.

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