Meritxell Batet e Manuel Cruz: dois catalães à frente do Congresso e Senado em Espanha

A ministra da Política Territorial e da Função Pública de Sánchez foi eleita à segunda volta, após ter ficado a apenas um voto da maioria absoluta na primeira votação. O filósofo e político Manuel Cruz foi eleito à primeira, já que os socialistas têm a maioria no Senado.

Meritxell Batet, a catalã que era a candidata socialista à presidência do Congresso, foi eleita à segunda volta na sessão inaugural da nova legislatura em Espanha, depois de ter ficado a apenas um voto da maioria absoluta necessária na primeira votação. O Senado, onde o PSOE tem a maioria, será liderado por outro catalão: o filósofo e político Manuel Cruz.

A ministra da Política Territorial e da Função Pública do socialista Pedro Sánchez conseguiu 175 votos na primeira votação e na segunda votação (a maioria são 176), não tendo tido o apoio dos partidos independentistas catalães Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e Junts per Catalunya (JxCat).

A principal adversária era Ana Pastor, do Partido Popular, que teve 67 votos na primeira votação (onde havia mais candidatos) e 125 na segunda. Os deputados do Ciudadanos votaram na candidata do PP. Houve ainda 35 votos em branco e 15 nulos.

Um resultado semelhante ao de Batet é esperado na investidura de Sánchez (exceto surpresas de última hora), que deverá ser só no próximo mês. O próximo passo desse processo é a ida da nova presidente do Congresso ao Palácio da Zarzuela para informar o rei Felipe VI do resultado das eleições, de forma a que este abra a ronda de consultas aos partidos e convide Sánchez a submeter-se à investidura.

No Senado, as contas estavam mais fáceis para o candidato socialista, já que o PSOE tem a maioria. Cruz foi eleito à primeira com 140 votos a favor (136 deles são dos socialistas).

Na sessão inaugural do Congresso espanhol estão presentes os quatro deputados catalães que estão detidos e a ser julgados por rebelião e sedição na organização do referendo de 1 de outubro de 2017 e consequente declaração unilateral de independência. No Senado sentou-se outro arguido, Raül Romeva.

Os presos independentistas, que tiveram autorização do tribunal para estar presentes mas vão ser suspensos, foram recebidos por um aplauso dos colegas e um ou outro grito de "fora". Na altura de jurar o cargo e a Constituição, o líder da ERC, Oriol Junqueras, um dos detidos, jurou "desde o compromisso republicano como preso político e por imperativo legal".

Horas antes, Junqueras tinha-se aproximado do primeiro-ministro, Pedro Sánchez, que estava sentado no seu lugar, para o cumprimentar.

Mais cedo, Sánchez tinha também cumprimentado Santiago Abascal, o líder do Vox (extrema-direita), que se sentou precisamente atrás dele no hemiciclo.

Os deputados do Vox chegaram cedo ao Congresso, onde nas primeiras sessões não há lugares designados, de forma a poderem ficar num lugar de destaque. Já há polémica por causa dos lugares que irão ocupar, que será decidida nas reuniões da Mesa do Parlamento. O Partido Nacionalista Basco quer continuar na parte central do hemiciclo, mas não quer os deputados do Vox fiquem ao seu lado ou acima. Já o PP não quer que eles fiquem sentados à sua direita, enquanto Abascal não quer os seus 24 deputados no chamado "galinheiro", as bancadas superiores.

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