Menino morre nos EUA ao disparar arma no dia em que fazia três anos

Arma terá caído do bolso de um dos pais da criança. Adultos jogavam às cartas quando se deu o disparo.

Um menino de três anos morreu no último sábado ao manipular uma arma de fogo durante a sua festa de aniversário, em Porter, no estado norte-americano do Texas, anunciou a polícia local.

Atingido no peito por uma bala, o menor não resistiu ao ferimento, num dia em que comemorava o terceiro aniversário ao lado da família e de amigos.

O disparo aconteceu quando os adultos que estavam na festa jogavam às cartas. Segundo as autoridades, a arma terá caído do bolso de um dos pais da criança.

Acidentes deste tipo aumentaram desde o encerramento de escolas devido à pandemia, advertiu a organização Moms Demand Action, que luta contra a proliferação de armas nos Estados Unidos, onde um terço dos adultos possui pelo menos uma arma de fogo.

"É mais importante do que nunca ter um local de armazenamento seguro", assinalou Christine Parker, representante da organização no Texas.

As mortes de crianças por armas de fogo têm aumentado significativamente nos Estados Unidos. Segundo o estudo publicado no ano passado, mais crianças foram mortas por armas do que policias em serviço e militares no ativo, no ano de 2017.

"É preocupante que em 2017, 144 policias tenham morrido no cumprimento do dever e que em todo o mundo, cerca de 1.000 militares ativos tenham morrido, enquanto 2.462 crianças em idade escolar foram mortas por armas de fogo", lê-se no estudo.

A equipa de investigação, da Escola de Medicina Schmidt da Universidade Florida Atlantic, avaliou os dados mais recentes do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde e chegou à conclusão que 38.942 crianças, com idades compreendidas entre os cinco e os dezoito anos, morreram em circunstâncias que envolveram uma arma, desde 1999 até 2017.

De acordo com o estudo American Journal of Medicine, 6.464 das crianças que morreram estavam entre os cinco e os catorze anos de idade, fazendo uma média de 340 mortes por ano. As outras 32.478 crianças tinham entre os 15 e os 18 anos de idade, o que faz uma média de 2.050 mortes de adolescentes por ano.

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