Melania faz visita inesperada a um centro de detenção de crianças

A primeira-dama visitou o centro depois de Donald Trump dar ordem executiva para acabar com a separação de famílias e, agora, reunir as cerca de 2300 crianças com os respetivos pais

"Como posso ajudar estas crianças a reunirem-se com as suas famílias o mais depressa possível?" A pergunta foi feita por Melania Trump durante uma visita nesta quarta-feira a um dos centros de detenção onde estão crianças que foram separadas dos pais, imigrantes ilegais, na fronteira entre os Estados Unidos e o México, contou a CBS.

A primeira-dama visitou aquele centro no estado americano do Texas, em McAllen, e reuniu com a equipa de "um centro de serviços sociais sem fins lucrativos para crianças que entraram ilegalmente nos EUA e uma patrulha do Serviço de Alfândegas e Proteção das Fronteiras", afirmou o gabinete da primeira-dama, embora esta segunda não tenha chegado a acontecer.

Naquele centro estão 55 jovens, entre os 12 e os 17 anos, a maioria veio das Honduras e El Salvador, e só uma minoria foi separada dos pais, os restantes entraram sozinhos. Melania quis saber como estavam as crianças a nível físico e mental, e quantas vezes podiam falar com os pais, segundo a CBS. Dez minutos, duas vezes por semana, para aqueles cujas famílias estão localizadas.

A visita que foi "100% ideia da primeira-dama", garantiu a Casa Branca, aconteceu depois de Donald Trump assinar uma ordem executiva para acabar com a separação das famílias, na sequência da forte pressão política e social que tem recebido pela sua política de "tolerância zero". O Presidente dos EUA afirmou que a primeira-dama e a sua filha mais velha Ivanka influenciaram a sua decisão, lembrava o Guardian .

No início desta semana, Melania Trump havia já afirmado, através de um comunicado, que "detesta ver crianças separadas dos seus pais", embora tenha então apontado o dedo a "ambos os lados", republicanos e democratas. Nessa altura, a sua porta-voz disse ainda que Melania "acredita que temos de ser um país que cumpre a lei, mas também um país que governa com coração".

Mesmo com a ordem de Trump, a sua administração não avançou ainda como planeia pôr em marcha o reencontro das cerca de 2300 crianças com as respetivas famílias.

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