McCann recorrem ao Supremo para calar Gonçalo Amaral

Tribunal da Relação revogou, no mês passado, sentença que obrigava o ex-inspetor da PJ a pagar 500 mil euros aos pais de Maddie

Kate e Gerry McCann recorreram ao Supremo Tribunal de Justiça, naquela que é a derradeira tentativa para calar Gonçalo Amaral, ex-inspetor da Polícia Judiciária que escreveu em livro que os pais de Maddie eram suspeitos de ter montado a teoria do rapto da criança.

A intenção de avançar com um recurso para o Supremo foi anunciada a 18 de abril, dia em que o Tribunal da Relação de Lisboa revogou sentença que obrigava o ex-inspetor da PJ a pagar 500 mil euros aos pais de Maddie.

O Tribunal considerou que Gonçalo Amaral agiu "licitamente" ao escrever no livro A Verdade da Mentira que foi investigada a tese na PJ de os pais de Maddie McCann serem responsáveis pelo seu desaparecimento, no Algarve, em 3 de maio de 2007. Na apreciação do recurso interposto por Amaral da decisão do Tribunal Cível de Lisboa, que o obrigava a pagar meio milhão de euros de indemnização a Kate e Gerry McCann, a Relação de Lisboa decidiu assim a favor do ex-inspetor da PJ, desobrigando-o desse pagamento.

Além disso, o livro voltou a ser colocado à venda.

Agora, Kate e Gerry McCann recorrem ao Supremo para tentar alterar esta decisão. O recurso foi apresentado, segundo a imprensa britânica, na segunda-feira.

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