Marta, 25 anos. Morta e desmembrada por homem que conheceu na internet

Jovem enviou uma mensagem à mãe com a morada da casa do homem com quem marcara um encontro. Quase um mês depois, o suspeito confessou que desmembrou o corpo porque estava "assustado".

Entregou-se esta quarta-feira de manhã à Guarda Civil Jorge Ignacio P. J., um colombiano de 38 anos que confessou a sua participação na morte de Marta Calvo Burón, uma jovem que estava desaparecida desde o dia 7 de novembro. A mulher, de 25 anos, tinha combinado um encontro pela Internet com Jorge e nunca mais tinha sido vista. O suspeito revelou hoje que desmembrou o corpo espalhando depois as partes por vários contentores.

O último sinal de vida de Marta Calvo Burón foi uma mensagem com a sua localização que enviou à mãe às 5h55 de 7 de novembro - a morada da casa que Jorge J. tinha alugado na localidade de Manuel (Valência) e que a Guarda Civil investigou entre vários locais que poderiam fornecer pistas sobre o paradeiro da jovem.

Militares, cães especializados em encontrar pessoas e um helicóptero foram acionados nas buscas por Marta Calvo. Ao mesmo tempo, a Guarda Civil tentava localizar Jorge Ignacio P. J., conta o El Mundo.

O suspeito, de 38 anos e nascido na cidade colombiana de Ibagué, onde chegou a frequentar a universidade, não tinha emprego conhecido em Espanha, sabe-se que era maratonista amador e que tinha antecedentes criminais por tráfico de cocaína.

O seu nome já tinha surgido na imprensa italiana em abril de 2015, depois de ter sido detido por estar na posse de nove quilos de cocaína. Os carabinieri pararam dois veículos de matrícula espanhola que estavam a ser vigiados - num deles, o carro de Jorge, encontraram a droga escondida num compartimento falso. Foi julgado e cumpriu pena de prisão em Itália. Em Espanha tinha apenas registo criminal relacionado com multas e resistência à autoridade relacionada com crimes contra a segurança rodoviária.

Quando se entregou à polícia, esta manhã, as autoridades já suspeitavam que a mulher estivesse morta e que ele pudesse estar envolvido no crime. A versão de Jorge, na sua primeira confissão, foi a de que estava "assustado" e queria esconder o corpo de Marta, mas os investigadores duvidam que esta seja a história verdadeira.

Limpou a casa depois de a jovem desaparecer e mandou abater o carro

Jorge e Marta combinaram um encontro através da Internet, algo que era do conhecimento das autoridades, mas a polícia perdeu a pista do colombiano a 12 de novembro, e acredita que o homem estaria a preparar a fuga. Terá desistido do plano depois de saber que a mãe fora interrogada pela polícia duas vezes.

A polícia chegou a fazer buscas na casa do suspeito em Manuel (Valência) e os agentes perceberam que a residência tinha sido completamente limpa com produtos abrasivos algumas horas depois de a mãe de Marta ter batido à porta para saber se a filha ainda lá estaria.

Após o desaparecimento, a 7 de novembro, Jorge foi ter com um amigo que contou à polícia que este lhe dissera que estava com "problemas sérios". Já tinha levado o carro para um local a 90 quilómetros de casa onde o mandara abater e a polícia chegou a colocar a hipótese do homem ter fugido para o estrangeiro.

Tinha alugado a casa em Manuel há poucos meses e os vizinhos pouco o viam em casa ou na zona. No início de novembro bateu-lhe à porta a mãe de Marta Burón, a quem Jorge respondeu, quando esta lhe perguntou pela filha, "Não conheço nenhuma Marta".

A meio desta manhã, acompanhou as autoridades na reconstrução do crime e vai ser sujeito a interrogatório.

A versão da polícia é a de que "Marta não desapareceu apenas, sofreu uma agressão violenta que a levou a perder a vida ". A confissão de Jorge é essencial para encontrar o corpo e determinar se Marta foi assassinada ou sofreu uma morte acidental.

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