Marcelo Odebrecht desiste de Dilma Rousseff como testemunha

Ex-presidente do Grupo Odebrecht desistiu dois meses depois dos seus advogados terem dito ao juiz que ouvir Dilma era "imprescindível"

O ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, investigado por crimes de corrupção na petrolífera estatal Petrobras, desistiu de incluir a Presidente brasileira com mandato suspenso, Dilma Rousseff, como testemunha.

Segundo o advogado Nabor Bulhões, que assinou o documento protocolado na segunda-feira, o depoimento da chefe de Estado afastada é desnecessário, "a esta altura, considerando o quanto já apurado na instrução processual consubstanciada na prova produzida pelo Ministério Público Federal".

A desistência aconteceu dois meses depois de os advogados do empresário terem dito ao juiz Sérgio Moro que ouvir Dilma Rousseff era "imprescindível".

A líder brasileira, que enfrenta um pedido de destituição do cargo, era uma das 15 testemunhas de defesa do empresário e tinha decidido prestar esclarecimentos, mas por escrito.

Em causa está o setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, que, segundo o Ministério Público Federal, servia somente para pagar subornos a favor de contratos da empreiteira com o poder público.

Marcelo Odebrecht responde em três processos na Operação Lava Jato, que investiga o maior esquema de corrupção do país, e já foi condenado a mais de 19 anos de prisão

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