Mais de 1200 presos escaparam de prisões na Indonésia depois do terramoto

Prisioneiros fugiram das cidades de Palu e Donggala

Mais de 1200 presos escaparam de três prisões diferentes na Indonésia, aproveitando o terremoto de magnitude 7,5 seguido de tsunami que abalou a ilha de Celebes na sexta-feira, anunciou hoje o Governo indonésio.

"Tenho certeza de que eles escaparam porque estavam com medo de serem afetados pelo terremoto, é obviamente uma questão de vida ou morte para os prisioneiros", disse Puguh Utami, uma porta-voz do Ministério da Justiça indonésio, à agência noticiosa francesa AFP.

Os detidos fugiram das prisões nas cidades de Palu e Donggala, acrescentou.

De acordo com os últimos dados oficiais, o número de mortos causados pelo terramoto, seguido de tsunami, é de 832.

A maioria das vítimas (821) registou-se em Palu, cidade com cerca de 350.000 habitantes na costa oeste de Celebes, havendo também registo de mortes (11) em Dongalla.

O Governo indonésio, liderado por Joko Widodo, pediu hoje ajuda internacional. Joko Widodo "permitiu que aceitássemos ajuda internacional de emergência para responder ao desastre", disse Tom Lembong, funcionário do Governo, enquanto dezenas de agências humanitárias e organizações não-governamentais afirmaram estar prontas a prestar assistência de emergência.

As equipas de resgate continuam a procurar sobreviventes e mais vítimas nos escombros de edifícios demolidos, mas as falhas nas comunicações têm dificultando os trabalhos das equipas de busca e salvamento no terreno.

As agências internacionais falam em centenas de feridos a receber tratamento médico em tendas improvisadas no exterior e mais de 16 mil deslocados.

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